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Construção civil, a locomotiva da economia

A cadeia da construção é grande e uma das mais importantes no efeito multiplicador

| Especial para ACidade ON

Francisco de Oliveira Lima Filho (Foto: Divulgação)
Quando se fala de retomada da economia brasileira, após quatro anos de uma profunda recessão que ceifou milhares de empresas e empregos por todo o país, a cadeia da construção civil surge como uma verdadeira locomotiva, que puxa diversos setores e faz com que a roda gire de forma mais forte.

O setor da construção civil, ou Construbusiness, não se resume somente às construtoras e incorporadoras. Ela é muito mais ampla, começando ainda no trabalho de estudos e viabilidades de um empreendimento, abrange serviços diversos, engenheiros, arquitetos, pessoas responsáveis pela aprovação dos projetos nos órgãos públicos, gesseiros, dentre outros. 

Passa pelos trabalhadores do setor. Se entende às imobiliárias e corretores. Reúne na cadeia os fornecedores de materiais (indústria), além de outros setores, como automobilístico, móveis, eletreletrôino, segurança.

A cadeia da construção, como podemos observar acima, é uma grande e uma das mais importantes no efeito multiplicador, tanto de geração de empregos como na economia como um todo. Esta cadeia representa cerca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) de toda a riqueza que o país produz. Só este número já seria de enorme grandeza e o suficiente para despertar a atenção das autoridades para sua importância na ecomia.

Mas ela vai muito mais além. O Construbusiness é um dos grandes, se não o maior segmento com efeito multiplicador também na questão da mão de obra. Para cada emprego direto gerado no setor, outros 4,5 são criados por toda a cadeia produtiva.

Para se ter uma noção mais exata e ficar mais claro o raciocínio do que isso representa somente na Região Metropolitana de Campinas: no acumulado de janeiro setembro, a construção civil abriu mais de 3,3 mil vagas de trabalhos diretas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pela Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Com o efeito multiplicador, isso corresponde a mais 14.850 postos de trabalhos indiretos.

Claro que todo este contingente não vai aparecer nos números do Caged, que mede somente os empregos gerados com carteira assinada, também chamados formais. Milhares desses empregos indiretos são de profissionais liberais, Microempreendedores Individuais e pequenas empresas, que muitas vezes acabam subcontratando funcionários nas modalidades de empregos aqui mencionadas.

Tudo isso é apenas o reflexo do setor construtivo, de moradias. O segmento ainda abrange o setor de infraestrutura e saneamento básico, que também são grande indutores de empregos e renda.

Por estes números e quadros acima, fica fácil de entender o quanto o setor da construção no Brasil e no mundo já provou ser um dos principais propulsores do crescimento e da geração de empregos. Com a queda das taxas de juros para os financiamentos imobiliários e aumento de recursos para quem deseja comprar um imóvel, tudo indica que a cadeia da construção civil tende a ser ainda mais protagonista nos próximos anos, alavancando renda, impostos e gerando milhares de empregos, recolocando o Brasil nos trilhos da economia.

Francisco de Oliveira Lima Filho é presidente da Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região (Habicamp), entidade que reúne cerca de 50 empresas como construtoras, incorporadoras, fabricantes de materiais e profissionais que atuam em toda a cadeia da construção civil. https://habicamp.com.br/

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