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Aparência pessoal. Ela influencia ou não na busca de emprego?

É fundamental cuidar da embalagem do produto que é o nosso corpo

| Especial para ACidade ON

Adilson Mirante (Foto: Divulgação) 

 

O assunto é batido, mas, sempre atual. A influência da aparência pessoal na conquista de uma vaga no mercado de trabalho é crucial. O corpo fala!

A Constituição Federal proíbe discriminação de qualquer natureza, raça, credo, idade. No entanto, a aparência dá o tom. Embora seja difícil provar, quando você enfatiza isso num anúncio (boa aparência por exemplo), é prática ilegal e preconceito caracterizado.

Mas a aparência interfere na escolha do candidato? Sim e não. Depende da função e do ambiente de trabalho. Uma pessoa cheia de tatuagem concorrendo a uma vaga de Gerente, numa Joalheria, vai ser desclassificada. É preconceito velado, mas esperado e a pessoa perde a vaga.

É fundamental cuidar da "embalagem do produto" que é o nosso corpo, e como nos apresentamos numa entrevista, nossa vestimenta, mostrar um comportamento bastante equilibrado nos gestos, na fala, no controle emocional, na energia positiva que transmitimos ou não.

È fácil perceber num candidato a emprego se está com energia negativa, cara fechada, palavras negativas, impressões negativas sobre fatos, imagem pouco clara da realidade vivida, vida pessoal saudável ou conturbada. Difícil é esconder isso de um entrevistador tarimbado.

É aquilo que chamamos de saúde corporal (sem tatuagens ou excessos), asseio, vestimenta adequada conforme a ocasião e o ambiente, roupa com cores sóbrias, estar com cabelo e unhas aparadas, sem olheiras etc. Para um bom equilíbrio emocional, precisamos estar com o sono em dia, mostrar boa entonação de voz, postura corporal (sentar corretamente), gesticulação sem excesso etc.

Quem não se valoriza, não gosta de si próprio, não tem autoestima, e tem problemas de assertividade com a autoimagem, vai ter dificuldade. Cada profissão exige uma imagem diferente. Por exemplo; um supervisor de produção não deve ir de terno e gravata a uma entrevista, mas um diretor comercial sim, embora a gravata esteja em desuso.

Uma assistente de diretoria, por exemplo, deve se estar vestida sobriamente, com calça e não com vestido curto, e sem excesso de maquiagem. Um motorista pode ser reprovado se tiver problemas de visão. Um agente de segurança deve ter boa altura, de preferência, e assim por diante.

Quem não é vaidoso, é descuidado, usa roupas que não combinam, calça rasgada ou sapato sujo, não passa nem na entrevista inicial. É aquele profissional que usa cabelo despenteado, camisa mal passada etc. Há profissionais também que vão com aquela pasta surrada de 10 anos de uso, isso denota falta de higiene e falta de interesse geral. Normalmente são descartados logo de cara, são alienados até nas perguntas mais simples que envolvam autopercepção.

Tatuagem então, nem se fala. Pequenas tatuagens são até elegantes, mas todo excesso, piercing na orelha e no nariz, pode causar resistência. Para um profissional que lida com atendimento numa agência bancária, por exemplo, assusta o cliente conservador.

Se você busca emprego e tem excesso de tatuagens, procure vagas numa empresa de turismo que venda pacotes de férias radicais, por exemplo, ou numa loja que ofereça produtos e serviços inovadores, voltados para o público jovem. Se buscar emprego numa agência de turismo de alto luxo, muda tudo. É questão de bom senso, essa é a regra. Adeque o seu corpo, seu comportamento e vestimenta ao seu ambiente profissional. E boa sorte. 

Adilson Mirante tornou-se diretor de Recursos Humanos (RH) aos 28 anos. Montou políticas e estruturas de RH em nove plantas novas e startups de fábricas e estruturas corporativas. É especialista em gestão estratégica de RH, negociações sindicais, desenvolvimento gerencial, mentoring e aconselhamento de carreira. Aos 39 anos montou uma empresa de recolocação, a Porto Aranha & Mirante, que viria a se transformar numa das maiores empresas de recolocação do País, sob a marca Korum. É presidente e fundador da M1 Alta Gerência, especializada em recolocação de executivos seniores, atuando também em coaching executivo e uma divisão T1 Tecnologia e Serviços, especializada em gestão e projetos de TI. Adilson acaba de lançar o seu livro Carreira e Pós-carreira, produção independente que aborda as características da Economia 4.0, as mudanças no mercado de trabalho, as alterações no perfil dos profissionais e sobre as aplicações da tecnologia. A publicação é um guia para atualização de quem busca garantir a sua empregabilidade após os 50 anos.

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