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Estado vai ajudar no custeio da Saúde de Campinas

Governo do Estado fará um estudo sobre a situação das unidades de atendimento em Campinas e, com esses dados, decidir onde ajudará no custeio

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Ame em Campinas está quase finalizado (Foto: Renan Lopes/ACidade ON Campinas)
O Estado já vai arcar com 100% das despesas do Ambulatório Médico de Especialidades (AME). Geralmente, os municípios contribuem com 50% dos gastos. Neste caso, toda a operação será bancada pelo poder público estadual.  

A AME Campinas já está quase pronta para começar a atender a população. No local, serão feitas consultas, exames e pequenas cirurgias, o que ajudará a desafogar o Hospital Mário Gatti. Além da AME, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Carlos Lourenço está pronta. Com a redução de repasses de recursos via governo federal, a Prefeitura tenta buscar outras fontes de financiamento, principalmente com o Estado, e conta com a ajuda dos deputados para isso.  

O deputado estadual Rafa Zimbaldi (PSB), esteve no começo do mês com o vice-governador Rodrigo Garcia para tentar viabilizar esses recursos. "O que ficou acordado é que o Estado fará esse levantamento da situação da Saúde em Campinas. Além de custear a AME, também pedimos uma avaliação sobre o PS Metropolitano, na região do Padre Anchieta, do Pronto Socorro Suleste e da UPA Carlos Lourenço", disse.  

Em relação ao PS Metropolitano, Zimbaldi disse que além da ajuda do governo do Estado, também está em busca de parcerias com as prefeituras da região, já que uma parte dos atendimentos realizados em Campinas serão de pacientes que moram em outras cidade, principalmente de Hortolândia e Sumaré.  

A previsão do governo é que o PS Metropolitano comece a atender no ano que vem. As obras foram orçadas em R$ 7,5 milhões. A estimativa é atender no local uma média de 1 mil pacientes por dia e que a construção tenha as despesas divididas entre o município e a União.  

Essa obra estava prevista desde 2010, na gestão do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), mas segundo informações do governo Jonas, erros no projeto inicial geraram atrasos. "Esse estudo que será feito agora pela Secretaria Estadual de Saúde vai ajudar a identificar como faremos o custeio desses serviços em Campinas", disse Zimbaldi.  

Sobre a UPA Carlos Lourenço, que já está pronta, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, disse que também tenta viabilizar esses recursos com o Estado. O governo do presidente Jair Bolsonaro reduziu os repasses para as UPAs e o município não tem hoje condições de arcar praticamente sozinho com essas despesas.  

CUSTEIO 

Apesar de receberem recursos para construir novos hospitais, postos de Saúde e pronto-atendimentos, os municípios hoje dificilmente conseguem arcar sozinhos com as despesas geradas pelo setor. Isso porque do total de recursos arrecadados no país, as cidades ficam apenas com 5%. A maior fatia é concentrada na União, com 70% e os Estados ficam com 25% do total.  

Com muitos serviços municipalizados, gastos com a Educação, por exemplo, e a folha de pagamento acabam consumindo boa parte dos recursos. Os prefeitos brigam há anos para que o governo federal faça a revisão do pacto federativo e redistribua o dinheiro de forma mais igualitária.  

MÁRIO GATTINHO 

Outra negociação em andamento no governo do Estado é a cessão da área do Detran e da Sucen, ao lado do Hospital Mário Gatti, onde será instalado o Centro de Referência Infantil Pediátrico Mário Gattinho. O custeio dessa unidade deve ser feito pelo próprio hospital e o governo contribuirá apenas com a área.  

Segundo Zimbaldi, a cessão será feita assim que o governo achar um local para guardar os arquivos do Detran. "Já existem duas áreas disponíveis e essa negociação já está em fase final", disse. O local tem 3 mil metros quadrados e hoje é subutilizado pelo poder público.

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