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Internações por obesidade crescem 64% em Campinas

Segundo os dados, Campinas registrou 46 internações entre janeiro e julho de 2019. No ano passado, foram 28 ocorrências

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O número de internações em Campinas por obesidade subiu 64% nos sete primeiros meses deste ano. Foto: O número de internações em Campinas por obesidade subiu 64% nos sete primeiros meses deste ano. Foto: Pixabay

O número de internações em Campinas por obesidade subiu 64% nos sete primeiros meses deste ano em relação a 2018. Os números são do DataSus, da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde.  

Segundo os dados, a cidade registrou 46 internações entre janeiro e julho de 2019. No ano passado, foram 28 ocorrências nos sete primeiros meses do ano.  

A pediatra e coordenadora da Saúde da Criança e do Adolescente de Campinas, Tânia Marcucci, contou que a cidade tem um programa que começa ainda durante a gestação das mães e que vai permeando a vida do campineiro.  

A primeira proposta é trabalhar a alimentação saudável desde o aleitamento materno. A Saúde tem grupos de gestantes nas unidades básicas, entre outros serviços. Há uma junção de trabalho nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), Especialidades e o Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família).  

O Ministério da Saúde divulgou em julho deste ano, por meio da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), a taxa de obesidade, sendo que, o país passou de 11,8% para 19,8% entre 2006 e 2018.  

"Temos que incentivar muito é a questão de trabalhar a diminuição do sedentarismo também. Isso envolve educação, esportes. Quando a gente pensa nesse olhar, a proposta passa também pela Educação. Trabalhar a merenda, por exemplo, com alimento saudável", explicou.  

No caso dos adultos, há também o Programa Academia da Saúde, destinados a promoção da saúde, produção do cuidado e de modos de vida saudáveis da população, com infraestrutura e profissionais qualificados, podendo levar as suas atividades até outros equipamentos de saúde, tais como unidades básicas (centros de saúde), CAPS, escolas, praças, etc.  

Conforme a pesquisa do Ministério da Saúde, apesar de ter havido melhora no cardápio, o brasileiro ainda compra muitos itens calóricos e sem tanto valor nutricional. A obesidade teve um aumento maior porque ainda há consumo muito elevado de alimentos ultraprocessados, com alto teor de gordura e açúcar. O excesso de peso é observado, sobretudo, entre pessoas de 55 e 64 anos e com menos escolaridade.  

ALTERNATIVAS  

Uma das alternativas para o tratamento de obesidade mórbida é a cirurgia robótica, que teve um aumento de 60% no último ano, comparado a 2017. Entre as indicações da robótica estão as cirurgias bariátricas, segundo o cirurgião do aparelho digestivo e especialista em robótica, Hercio Cunha.  

"Atualmente é o modo de cirurgia mais avançado do mundo e uma evolução da cirurgia laparoscópica", explica  
Cunha.  

De acordo com o cirurgião, menor risco de sangramentos, menor tempo de internação, com redução de risco de infecção, pequenos cortes, retorno mais rápido às atividades, são algumas das vantagens da cirurgia robótica ao paciente. No Brasil, os robôs já realizam 10 mil procedimentos por ano.  

Cunha ressalta que mesmo com as novas tecnologias "é importante que as pessoas façam uma visita regular ao seu médico, desenvolvam hábitos saudáveis, como uma simples caminhada, que 30 minutos diários podem trazer uma melhora considerável a nossa saúde".

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