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Governo Bolsonaro pauta discursos na Câmara no 1º semestre

Pautas polêmicas, mudanças em setores sensíveis, como a Educação, Previdência e salário-mínimo impulsionaram os apelos do Legislativo de Campinas

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Balanço dos discursos no Plenário. Foto: Divulgação/Câmara de Campinas

O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) pautou parte dos discursos feitos na tribuna na Câmara de Campinas neste primeiro semestre. Os parlamentares também apresentaram moções a favor e contra os atos da nova gestão. Pautas polêmicas, mudanças em setores sensíveis, como a Educação, Previdência e salário-mínimo impulsionaram os apelos do Legislativo de Campinas, na tentativa de sensibilizar a Presidência da República. Os efeitos práticos dessas moções são poucos. Esse instrumento, na maioria das vezes, serve apenas para ratificar as posições de cada parlamentar.  

Parte dos parlamentares quer "surfar" na onda de votos que os bolsonaristas receberam no ano passado, de olho na eleição municipal de 2020. Não se sabe ainda qual será a aprovação do presidente e seu grupo no ano que vem, mesmo assim, alguns discursos feitos durante as sessões foram alinhados ao pensamento da família Bolsonaro na tentativa de abocanhar esse eleitorado. 

Enquanto isso, os vereadores que estão em partidos de oposição buscam ampliar suas forças dentro de grupos contrários e da parcela da população que não demonstra concordar com algumas ações da Presidência, fazendo resistência às propostas mais polêmicas apresentadas por Bolsonaro. 

ELOGIOS E CRÍTICAS  

Alguns vereadores optaram por elogiar iniciativas de Bolsonaro. Jorge da Farmácia (PSDB), por exemplo, apresentou cinco moções de apoio à nova gestão, entre elas, a que regula a instalação de banheiros químicos em eventos. Nelson Hossri (Podemos), por sua vez, elogiou a política antidrogas.  

Os cortes na Educação foram alvo dos vereadores Gustavo Petta (PCdoB) e Mariana Conti (PSOL). Eles apresentaram moções contrárias a essas reduções e em apoio aos estudantes que realizaram protestos neste primeiro semestre.  

O comportamento do prefeito Jonas Donizette (PSB) em relação à Reforma da Previdência também foi alvo de uma moção apresentada por Mariana Conti, que criticou o pessebista, que ocupa a presidência da Frente Nacional dos Prefeitos, por articular a inclusão de estados e municípios no pacote de mudanças proposto por Bolsonaro.  

José Carlos Silva (PSB) optou por apelar ao presidente para que ele interceda junto ao Ministério da Agricultura e defenda a manutenção do financiamento de inovação no agronegócio. Alguns "pedidos de ajuda" solicitados pelos parlamentares foram respondidos pelo gabinete da Presidência. Na maioria dos casos, os ofícios dos vereadores foram "encaminhados para os setores responsáveis".

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