Ministério da Justiça faz 'maior leilão da história' com bens apreendidos de traficantes Ministério da Justiça faz 'maior leilão da história' com bens apreendidos de traficantes

Ministério da Justiça faz 'maior leilão da história' com bens apreendidos de traficantes

Lotes estão avaliados em cerca de R$ 80 milhões; leilão começa hoje

Prédio do Ministério da Justiça em Brasília (Foto: Geraldo Magela / Agência Senado)

O Ministério da Justiça e Segurança Pública fará, a partir de hoje (19), o que classifica como 'o maior leilão da história', já feito pela Secretaria Nacional de Política Sobre Drogas (Senad).  

Os imóveis a serem leiloados estão divididos em dez lotes e avaliados em R$ 80 milhões, entre salas comerciais, terrenos e imóveis urbanos, denominados 'Estância Colibri' e a Estância 21, estimada em mais de R$ 10 milhões.

'Os bens estão relacionados a crimes de lavagem de dinheiro, apreendidos de João Arcanjo Ribeiro. Os lances podem ser dados até o dia 22 de julho e acontecem de forma online', informou o ministério. Ribeiro, conhecido como 'Comendador', é acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso, nas décadas de 80 e 90, além de estar envolvido com a sonegação de milhares de reais em impostos, entre outros crimes.

'Para viabilizar as vendas, tornando-as mais atrativas, os lances iniciam abaixo do valor avaliado, equivalente a 75% do preço de mercado, e o pagamento pode ser parcelado', acrescentou. Os lances podem ser apresentados no site (clique aqui para conferir).

Estratégia 

Com relação à estratégia do governo de reverter, via leilões, os bens apreendidos de criminosos em políticas públicas, já foram arrecadados, só no Mato Grosso, mais de R$ 42 milhões com a venda de pelo menos 2.635 bens, em 20 leilões desde 2020.

'Desse total, mais de R$ 37 milhões se referem a 2.404 itens leiloados do patrimônio apreendido de João Arcanjo Ribeiro', disse o secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Luiz Roberto Beggiora.

O Ministério da Justiça contabiliza cerca de 400 bens em processo de venda, que devem ser inseridos nos próximos leilões, de forma a reforçar, com a arrecadação, os cofres públicos. Segundo o ministério, quando esses bens são oriundos a crimes relacionados ao tráfico de entorpecentes, têm como destino o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), de forma a financiar projetos que reforçam a segurança pública e o combate às drogas no país. 

*Com informações de Agência Brasil*

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