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Economia

Queda na exportação freia desenvolvimento da RMC

A queda de vendas de motores à combustão para o exterior é um dos principais motivos do déficit da balança comercial

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Queda de vendas de motores à combustão para o exterior é o principal motivo (Foto: Fotos Públicas) 

O déficit da balança comercial na RMC (Região Metropolitana de Campinas) registrou, segundo levantamento do Observatório PUC-Campinas, o maior valor no ano, superando a marca de 5 bilhões de dólares. No mês de agosto, especificamente, o destaque negativo foi para a diminuição de 28,6% nas exportações de produtos de alta complexidade, essenciais para o desenvolvimento econômico e social da região.

O economista Paulo Ricardo Oliveira, responsável por analisar os dados extraídos do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, avalia que o resultado é reflexo da queda de vendas de motores à combustão para o exterior, sobretudo para a Argentina, que vem enfrentando uma forte crise econômica, com desvalorização de sua moeda e inflação crescente.

"É um número ruim para um dos polos tecnológicos mais importantes do país, considerado o Vale do Silício brasileiro. A concentração na exportação de produtos complexos representa maior capacidade de geração de renda, produtividade e distribuição de renda", completou.

Além dos motores à combustão, outros produtos de alta complexidade estão na pauta de exportação da RMC: instrumentos de laboratório; partes de ferramentas feitas de ceramais e carbonetos metálicos sintetizados; chapas e filmes fotográficos; e sucatas de ceramais.

OUTROS RESULTADOS

Apesar da situação, o estudo apontou que o volume de exportações obteve número recorde no acumulado do ano (de janeiro a agosto): foram 3,05 bilhões de dólares em mercadorias vendidas para o exterior.

Houve aumento nas exportações de veículos (31,34%), medicamentos (10,92%), autopeças (11,49%) e partes de motores (20,09%). Contudo, as quedas foram registradas nas vendas de soja (-86,39%), açúcar (-65,22%), outros resíduos de soja (-74,97%), sabões e similares (-6,5%).

"Ainda assim, nota-se um agravamento dos déficits comerciais na RMC, pois as importações continuam a crescer em ritmo mais acelerado", destacou o docente.

No que diz respeito aos produtos importados, destaque para sementes de soja (25,06%), alho e cebola (40,29%), fios, cabos e condutores (4,6%) e, de forma mais expressiva, pneus novos (197,91%).

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