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Economia

PIB: Campinas perde participação, mas segue à frente de 18 capitais

Além disso, Campinas é a segunda cidade que não é capital com o maior PIB do país - perde somente para Osasco, na Grande São Paulo

| ACidadeON Campinas

Levantamento foi divulgado hoje cedo pelo IBGE. (Foto: Denny Cesare/Código 19)
A participação de Campinas no PIB (Produto Interno Bruto) nacional caiu de 0,93% em 2016 para 0,90% em 2017, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mesmo assim, a cidade se manteve com o 11º PIB mais alto do país, à frente de 18 capitais - entre elas Recife (PE), Goiânia (GO), Belém (PA) e Florianópolis (SC).  

Além disso, Campinas é a segunda cidade que não é capital com o maior PIB do país - perde somente para Osasco, na Grande São Paulo.  

O PIB é a soma das riquezas produzidas pelos diferentes setores econômicos. Em 2017, o PIB de Campinas chegou a R$ 59 bilhões, ligeiro aumento de 0,85% em relação aos R$ 58,5 bilhões de 2016. Mesmo assim a cidade perdeu participação no bolo nacional porque, na média, cresceu menos que outras regiões do país.  

RMC É DESTAQUE
 

Segundo o levantamento do IBGE, além de Campinas, outras três cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) - Paulínia, Jaguariúna e Vinhedo figuram entre as 50 com os maiores PIB per capita do Brasil. Paulínia inclusive lidera o ranking, com PIB per capita de R$ 344.847,17.  

O que garantiu a Paulínia a liderança no ranking, segundo o IBGE, foi o peso da indústria de refino de petróleo em sua economia - na cidade funciona a Replan, segunda maior refinaria de petróleo da Petrobras no país.  

CONCENTRAÇÃO
 
Em 2017, sete municípios somaram 24,4% do PIB do Brasil e 13,6% da população: São Paulo, com 10,6%; Rio de Janeiro (5,1%); Brasília, com 3,7%; Belo Horizonte, com 1,4%; Curitiba com 1,3%; Osasco com 1,2%; e Porto Alegre com 1,1%.  

Os 69 municípios com os maiores PIBs representavam, aproximadamente, metade do total (49,8%) e um pouco mais de 1/3 da população do País. Já em 2002 apenas quatro municípios somavam quase um quarto da economia nacional. Já os 1.324 municípios de menores PIBs responderam, em 2017, por cerca de 1% do PIB do país e por 3,1% da população brasileira.  

A análise da distribuição do PIB por concentrações urbanas (arranjo populacional com mais de 100 mil habitantes, reunindo uma ou mais cidades com alto grau de integração, devido aos deslocamentos para trabalho ou estudo) permite verificar que um quarto da produção econômica do País em 2017 estava em apenas duas delas: São Paulo (17,3%) e Rio de Janeiro/RJ (7,7%).  

As 10 maiores concentrações urbanas brasileiras compõem cerca de 43% do PIB, sendo elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, Salvador, Recife e Fortaleza.

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