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Economia

Anvisa autoriza importação de 6 milhões de doses da CoronaVac

Pedido de importação foi feito pelo Instituto Butantan; vacina tem sido alvo de politizações e discussões na última semana

| ACidadeON Campinas

CoronaVac é uma das vacinas contra a covid-19 testadas no Brasil (Foto: Divulgação / Sinovac Biotech)

Após as constantes discussões em cima da CoronaVac- vacina chinesa testada no Brasil em parceria com o Butantan- nesta semana, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou ontem (23) a importação de 6 milhões de doses da CoronaVac.

A licença, por enquanto, é apenas para importação do imunizante. A distribuição das doses, ainda sem registro, depende de autorização da própria Anvisa. O pedido de importação em caráter excepcional foi feito pelo Instituto Butantan.  

Nesta semana, o Ministério da Saúde informou que o país devia comprar 46 milhões de doses da CoronaVac. No entanto, a declaração foi seguida da recusa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que citou "traição" e disse que não vai comprar a vacina chinesa. A CoronaVac é uma das vacinas em fase final de teste, e em Campinas é testada pelo HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, em voluntários. 

Testes clínicos  

A CoronaVac está na terceira fase de testes clínicos. Atualmente, 9.039 voluntários participam dos estudos clínicos da vacina, feitos com profissionais da área da saúde de sete estados.

Como a Anvisa já havia aprovado a ampliação do estudo para 13 mil voluntários, o governo paulista decidiu ampliar o número de centros de pesquisa. Na fase atual, metade dos participantes recebe a vacina e a outra metade, placebo.

Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil.

Eficácia  

Para comprovar a eficácia da vacina, é preciso que pelo menos 61 participantes do estudo, que tomaram placebo, sejam contaminados pelo vírus. A partir dessa amostragem, é feita então uma comparação com o total dos que receberam a vacina e, eventualmente, também tiveram diagnóstico positivo da covid-19.

Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, será submetido a uma avaliação da Anvisa para registro e só então a vacina estaria liberada para aplicação na população. 

Com informações de Agência Brasil


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