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Economia

Startup de engenheiros formados na Unicamp recebe R$ 120 mi para expansão internacional

A startup nascida em Campinas anunciou nesta terça o investimento recebido

| Folhapress

Foto: Os empresários Kléber Bacili (a esq.) e Marcilio Oliveira, sócios da startup Sensedia (Foto: Divulgação)

A startup Sensedia, nascida em Campinas (SP), anuncia nesta terça (11) um investimento de R$ 120 milhões que serão dedicados principalmente a sua expansão internacional. 

Os recursos vieram do fundo americano Riverwood Capital, que já investiu em startups brasileiras como 99, Vtex e Resultados Digitais. 

A Sensedia é especializada no desenvolvimento de APIs (Application Programming Interface), conexões entre diferentes sistemas de empresas, serviço que teve alta de demanda com o impulso à digitalização trazido pela pandemia. 

As APIs permitem a integração de sistemas e serviços desenvolvidos por empresas diferentes. Com elas é possível, por exemplo, levar mapas de uma ferramenta que ajuda o motorista a escolher o caminho para dentro de um aplicativo de corridas ou colocar ferramenta para pedir crédito pelo sistema de um banco em um aplicativo de controle financeiro. 

A companhia foi fundada por Kleber Bacili, engenheiro da computação formado na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), e tem como vice-presidente de crescimento e cofundador marcilio Oliveira, que possui um mestrado na mesma instituição. 

EXPANSÃO  

A Sensedia tem escritórios no Brasil, Peru, Colômbia e Reino Unido. A meta agora é ter instalações nos Estados Unidos a partir do segundo semestre. 

A startup iniciou o ano com 400 funcionários e espera encerrar 2021 com 700, mais de 50 deles fora do Brasil.
É a primeira vez que a startup, criada em 2007, capta recursos com investidores. Segundo Kleber Bacili, presidente da Sensedia, o negócio já é lucrativo, mas os novos recursos permitirão uma aceleração mais forte. 

Bacili afirma que nos últimos dois anos a demanda pela plataforma da empresa aumentou em 160%. 

Segundo ele, além da busca de empresas por ampliarem os serviços digitais na pandemia, o avanço do Open Banking, plataforma do Banco Central que permitirá ao cliente decidir com que instituições financeiras irá compartilhar seus dados, impulsiona seu mercado. 

O empresário afirma que também houve um aprofundamento do uso de tecnologias de nuvem e uma fragmentação maior da distribuição dos serviços das empresas nesses servidores remotos. Essa arquitetura permite uma atenção mais específica para o desenvolvimento de cada serviço e amplia a necessidade de APIs para fazer a ponte entre eles. 

Essa divisão da infraestrutura das empresas em microsserviços não costuma aparecer para o consumidor final, diz Bacili. Mas fica evidente quando apenas um entre os vários serviços de uma empresa deixa de funcionar adequadamente. Antes, quando o sistema de um banco saía do ar, tudo o que ele oferecia ficava indisponível. Agora, é possível que apenas a leitura do saldo tenha problema, explica o empresário. 

A Sensedia tem cerca de 140 clientes, incluindo empresas como Natura, SulAmérica, Cielo e Banco Original. Bacili diz que o crescimento em 2020 se deu principalmente no aprofundamento no volume de serviços oferecidos a cada um deles.


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