Bares e restaurantes da região projetam alta durante o Carnaval
Segundo Abrasel, 49% dos donos de bares e restaurantes de Campinas e região esperam faturar mais no Carnaval 2026 em comparação com 2025
O Carnaval deve aquecer a economia na região de Campinas. Segundo uma pesquisa realizada pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), 49% dos donos de bares e restaurantes projetam faturar mais no feriado em comparação com o mesmo período do ano passado.
Na pesquisa, 39% dos empresários que trabalham com projeção de alta estimam um crescimento de 10% no faturamento. Já 13% dos entrevistados estimam aumentar o faturamento em até 5%. Para 26%, o aumento deve ficar entre 6% e 10%. Outros 4% estimam aumentar o faturamento entre 11% e 20%.
Uma parcela de 4% dos entrevistados estimam alta entre 21% e 30%, enquanto 2% dos empresários disseram trabalhar com uma expectativa de aumento de 50% no faturamento.
Faturamento estável e possível queda
Por outro lado, o levantamento aponta que 42% dos donos de bares e resultantes acreditam que o faturamento permanecerá estável. Já outros 7% tem uma perspectiva negativa e projetam queda.
De acordo com André Mandetta, presidente da Abrasel Campinas, o otimismo dos empresários é moderado porque a região não conta com festividades fortes.
“É um período em que a maioria das pessoas residentes na região costuma viajar com amigos e familiares e a queda de eventos corporativos é bem acentuada”, disse Mandetta.
Cenário financeiro
Ainda segundo a pesquisa, o ambiente financeiro estava mais favorável no final de 2025. Em dezembro, 54% dos empresários da região operaram com lucro, enquanto 30% trabalharam com equilíbrio no caixa. Outros 16% dos estabelecimentos fecharam o mês no prejuízo.
Uso de medicamentos para emagrecer deixa restaurantes da RMC em alerta
Os restaurantes da região já estão em alerta sobre como o uso de medicamentos para emagrecimento à base de GLP-1 pode impactar o movimento nos estabelecimentos. Segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), a dinâmica de consumo dos clientes têm mudado no Brasil desde 2024, quando começou a ser observada uma redução no consumo de alimentos e bebidas.
Presente em medicamentos como Mounjaro e Ozempic, o GLP-1 reduz a ingestão de alimentos através da indução de sensações de saciedade e da redução da sensação de fome, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Nos Estados Unidos, cerca de 10% da população faz uso do Ozempic e dessa porcentagem metade reduziu as idas a restaurantes. Já outros 63% reduziram o tamanho das porções, de acordo com um levantamento de 2025 da plataforma Conexa Saúde.
Por sua vez, o Brasil aparece em uma pesquisa da Bloomberg em parceria com a empresa Morgan Stanley como ocupante do segundo lugar em um ranking mundial de buscas pelos termos Mounjaro e Ozempic. Ou seja, os clientes estão comendo menos.
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