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CampinasEconomiaCampinas tem a sexta cesta básica mais cara do país, superando capitais

Campinas tem a sexta cesta básica mais cara do país, superando capitais

Preços dos alimentos básicos subiram 2,39% no último mês, elevando o custo médio da cesta básica campineira para R$ 772,11

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Campinas registrou a sexta cesta básica mais cara do Brasil em fevereiro, segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A cidade ficou à frente de capitais como Porto Alegre, Curitiba, Vitória, Goiânia e Belo Horizonte.

O levantamento aponta que os preços dos alimentos básicos subiram 2,39% no último mês, elevando o custo médio da cesta para R$ 772,11. Esse é o segundo maior valor registrado nos últimos 12 meses, atrás apenas de junho de 2024, quando o preço atingiu R$ 781,23. O menor valor foi registrado em setembro de 2024, a R$ 714,38.

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Cesta básica sobe 3,83% em 2025, com destaque para tomate, café e carne

No acumulado dos dois primeiros meses de 2025, a alta da cesta básica em Campinas chega a 3,83%, impulsionada principalmente pelo aumento nos preços de tomate (+19,99%), café (+11,34%) e carne bovina (+3,43%).

De acordo com o Observatório PUC-Campinas, coordenado pelo professor Pedro de Miranda Costa, o impacto desses reajustes no orçamento das famílias é significativo. Com o aumento do salário mínimo, o comprometimento da renda para a compra da cesta básica chegou a 54,7% do valor total do salário.

Veja variação dos preços dos alimentos em fevereiro:

  • Tomate: +19,99% (aumento de R$ 12,36)
  • Café: + 11,34% (aumento de R$ 3,79)
  • Carne Bovina: +3,43% (aumento de R$ 9,80)
  • Açúcar: -0,23% (diminuição de R$ 0,03)
  • Leite: -0,35% (diminuição de R$ 0,14)
  • Pão francês: -0,35% (diminuição de R$ 0,35)
  • Manteiga: -0,60% (diminuição de R$ 0,33)
  • Feijão: -1,75% (diminuição de R$ 0,59)
  • Farinha: -2,26% (diminuição de R$ 0,20)
  • Arroz: -2,30% (diminuição de R$ 0,46)
  • Óleo: -3,08% (diminuição de R$ 0,22)
  • Batata: -5,81% (diminuição de R$ 1,70)
  • Banana: -6,32% (diminuição de R$ 3,92)

Acumulado no ano até fevereiro

No acumulado do ano, o tomate, o café, a carne e o pão francês também são os responsáveis pelas maiores altas nos preços. Veja:

  • Tomate: +36,09%
  • Café: +22,54%
  • Carne: + 5,86%
  • Pão Francês: + 3,88%

Entre os produtos que ficaram mais baratos, o destaque fica para a batata e a banana:

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  • Batata: – 18,82%
  • Banana: – 9,63%
  • Feijão: – 5,63%
  • Leite: – 4,72%

Preços dos alimentos nos últimos 12 meses

Para ilustrar o impacto da inflação alimentar, um pacote de 500g de café, que custava R$ 17,76 em março de 2024, subiu para R$ 31 em fevereiro de 2025, um aumento contínuo ao longo dos meses.

  • Açúcar (1kg): R$ 4,64 – R$ 4,71
  • Arroz (5kg): R$ 33,02 – R$ 32,50
  • Banana (1kg): R$ 8,97 – R$ 7,59
  • Batata (1kg): R$ 7,82 – R$ 4,60
  • Café (500g): R$ 17,76 – R$ 31
  • Carne (1kg): R$ 40,02 – R$ 49,30
  • Farinha (1kg): R$ 5,75 – R$ 5,76
  • Feijão (1kg): R$ 9,44 – R$ 7,36
  • Leite (1 litro): R$ 5,19 – R$ 5,54
  • Manteiga (pote 200g): R$ 13,20 – R$ 14,50
  • Óleo (900 ml): R$ 6,10 – R$ 8,41
  • Pão Francês (1kg): R$ 16,23 – R$ 16,85
  • Tomate (1kg): R$ 10,78 – R$ 8,24

Campinas tem a terceira maior alta da cesta básica entre 17 capitais

O estudo do Dieese revelou que 14 das 17 capitais analisadas registraram aumento na cesta básica em fevereiro. Recife teve a maior alta, com 4,44%, seguida por João Pessoa, com 2,55%, e Campinas, que ocupa a terceira posição, com 2,39%.

A cidade de São Paulo registrou a cesta básica mais cara do Brasil, custando R$ 861, enquanto Aracaju teve a mais barata, a R$ 580.

Governo zera impostos para conter inflação dos alimentos

Para tentar conter a alta dos preços, o governo anunciou a isenção do Imposto de Importação sobre nove itens da cesta básica. A medida entrou em vigor nesta sexta-feira (14).

Os produtos que tiveram seus impostos zerados são:
• Azeite (antes 9%)
• Milho (antes 7,2%)
• Óleo de girassol (antes até 9%)
• Sardinha (antes 32%)
• Biscoitos (antes 16,2%)
• Massas alimentícias (macarrão) (antes 14,4%)
• Café (antes 9%)
• Carnes (antes até 10,8%)
• Açúcar (antes até 14%)

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Giovanna Peterlevitz
Giovanna Peterlevitz
Repórter no ACidade On Campinas. Tem experiência na cobertura de grandes factuais nacionais e internacionais, nas diversas áreas de jornalismo. Já atuou em direção de imagens, edição de vídeo, produção, reportagem, redação e edição de textos e também na apresentação de telejornais e programas de entrevista.

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