A indústria da região de Campinas vai iniciar 2026 com perspectiva mais cautelosa. Uma sondagem realizada pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Regional Campinas mostra que 33% das empresas associadas acreditam que os negócios vão piorar no próximo ano.
Outros 33% também não sabem estimar o cenário. Apenas 9% projetam melhora, enquanto 25% avaliam que o desempenho deve permanecer estável.
Os dados foram divulgados nesta semana e fazem parte da Sondagem Industrial de encerramento do ano, aplicada pelo Ciesp junto às indústrias associadas.
Produção em novembro
O volume de produção em novembro ficou estável para metade das empresas entrevistadas quando comparado com o mês de outubro. Quanto à mão de obra, 75% mantiveram o mesmo número de funcionários.
Já o faturamento apresentou queda para 33% das empresas, estabilidade para 25% e crescimento para 42%. O nível de utilização da capacidade instalada permanece elevado: para 84% das indústrias, a ocupação está entre 70,1% e 100%.
Próximos investimentos
Sobre investimentos para os próximos 12 meses, 42% não devem ampliar a capacidade produtiva. Já 33% pretendem atualizar o maquinário atual e 25% planejam adquirir novos equipamentos.
Exportações e importações da região
Também foi apresentada a balança comercial da região em outubro de 2025. As exportações somaram US$ 354,9 milhões, alta de 9,18% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, foram US$ 3,01 bilhões, crescimento de 3,14%.
As importações chegaram a US$ 1,288 bilhão em outubro, 6,58% acima do registrado no ano anterior. No acumulado do ano, o valor é de US$ 12,247 bilhões, alta de 17,52%.
Com isso, o déficit regional ficou em US$ 933,7 milhões no mês, aumento de 5,63% frente a outubro de 2024. No acumulado do ano, o saldo negativo chega a US$ 9,237 bilhões, avanço de 23,11%.
Os principais municípios exportadores foram Campinas, Paulínia e Sumaré. Já as maiores importações partiram de Paulínia, Campinas e Hortolândia.
Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações regionais, seguidos por Argentina e Holanda. A China é o principal país de origem das importações.
Cenário nacional
O levantamento também questionou as empresas sobre o cenário econômico nacional em 2026, em comparação com 2025. Para 58% delas, a economia brasileira deve enfrentar um período pior. Outros 17% acreditam em estabilidade e 25% não têm avaliação. Nenhuma das indústrias consultadas espera melhora.
Para o diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, os empresários enxergam seus próprios negócios com mais otimismo do que o cenário macroeconômico do país.
“Temos a expectativa de desatar todo esse imbróglio econômico e político, que impede que a indústria deslanche. A garra do empresário da região faz com que ele acredite mais no seu negócio. No entanto, é preciso que esses problemas se resolvam para que a indústria tenha o crescimento que sabemos que pode ter”, afirmou.
Sobre o Ciesp
A regional reúne 590 empresas associadas em 19 municípios, com faturamento conjunto anual de R$ 53 bilhões e 97.954 empregos diretos.
Fique ON
Quer ficar ligado em tudo o que rola em Campinas? Siga o perfil do acidade on Campinas no Instagram e também no Facebook.
Receba notícias do acidade on Campinas no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Campinas e região por meio do WhatsApp do acidade on Campinas: (19) 97159-8294.
Também estamos on no Threads e no Youtube.
LEIA TAMBÉM
Ataque no Centro: mulher é esfaqueada na Benjamin Constant com a Sacramento