Depois de mais de dez anos de espera, mais de 2.300 trabalhadores e ex-trabalhadores da Teka Tecelagem Kuehnrich S.A. terão acesso às indenizações devidas pela empresa. Um acordo trabalhista de R$ 70 milhões, firmado entre a companhia, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem em Geral de Campinas e Região e a Justiça do Trabalho, garante a liberação dos valores e encerra um dos capítulos mais longos da recuperação judicial da tradicional fabricante têxtil.
O acordo, aprovado na última sexta-feira (7), prevê que cada trabalhador da Teka receberá até R$ 10 mil na primeira etapa de pagamentos, com possibilidade de parcelamento de valores superiores em até 36 vezes. Os recursos iniciais virão de fundos já existentes em contas judiciais vinculadas ao processo de recuperação. A expectativa é que o pagamento comece ainda neste ano, antes do recesso de fim de ano.
Quem recebe a indenização?
Os beneficiados são funcionários e ex-funcionários das unidades de Blumenau (SC) e Artur Nogueira, na região de Campinas, ainda ativas, e da antiga planta de Indaial (SC). O entendimento foi construído em conjunto com o sindicato e homologado por juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho da 15ª Região (Campinas) e da 12ª Região (Santa Catarina).
De acordo com Rogério Aparecido Marques, diretor-presidente da Teka, a empresa tem priorizado o pagamento das dívidas trabalhistas como parte da nova fase de reestruturação. “A Teka priorizou a dívida trabalhista e está empenhada em fazer esse processo de quitação de forma ágil e transparente”, afirmou. Ele reforçou que os trabalhadores devem procurar seus advogados o quanto antes para formalizar o termo de adesão e garantir o recebimento do valor devido.
Como será feito o pagamento?
Para acelerar a quitação das parcelas, a Teka pretende vender imóveis não operacionais e direcionar todo o valor arrecadado aos trabalhadores. Caso haja saldo após a quitação, os recursos serão destinados à antecipação de pagamentos do FGTS, conforme acordo firmado com a Caixa Econômica Federal.
O processo de conciliação foi acompanhado pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc-JT) de Campinas e pela Secretaria de Execução do TRT-12 (Sexec) em Santa Catarina. As audiências contaram com a participação de magistrados como Caio Rodrigues Passos Martins, Fernanda Constantino de Campos, Roberto Masami Nakajo e da desembargadora Ana Cláudia Torres Vianna.
O acordo representa um marco para os trabalhadores, que aguardavam há anos a reparação pelos direitos não pagos durante o período de crise financeira da empresa, e sinaliza um novo momento para a Teka, que desde junho deste ano é controlada pelo Alumni FIP (Fundo de Investimentos e Participações).
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