Um levantamento da secretaria de Trabalho e Renda de Campinas mostrou que, mesmo com o alto número de vagas e pré-requisitos simples, a média de contratações nos feirões de emprego realizados neste ano é de 33%.
O estudo ouviu 864 pessoas e 54 empresas, e revela que a maioria das oportunidades (70%) está no setor de serviços, seguido por logística (15%), saúde (7%) e indústria (5%).
“Se os pré-requisitos são relativamente baixos (disponibilidade de horário é o item número 1, por exemplo), a compatibilidade é alta e há uma demanda por vagas, esperaríamos uma expectativa de taxa de preenchimento manifestado pelas empresas muito maior do que 33%. Mas estes dados, sozinhos, não explicam o cenário”,
afirma o relatório.
O que mais conta na hora da contratação
Os recrutadores afirmam que a experiência prévia não é o principal obstáculo. O comportamento e a postura do candidato, no entanto, fazem diferença.
“Hoje as empresas estão dando oportunidade até para quem não tem experiência. O que tem afetado bastante é a falta de responsabilidade, de compromisso e de pontualidade”,
explica Grazi Barbosa, coordenadora de Recursos Humanos.
O assessor técnico Luiz Renato Ribeiro, da secretaria do Trabalho, reforça:
“A postura, a forma de se comunicar, a educação e a abertura para aprender coisas novas são fatores essenciais para uma boa caminhada até a contratação.”
O que ajuda o candidato a conquistar a vaga
| Fator | Descrição |
| Pontualidade e compromisso | Demonstrar confiabilidade e cumprir horários é fundamental. |
| Boa comunicação | Saber ouvir e se expressar com clareza durante a entrevista. |
| Atitude e respeito | Mostrar educação, proatividade e disposição para aprender. |
| Apresentação pessoal | Cuidados básicos de higiene e postura profissional. |
| Motivação genuína | Mostrar interesse real na função e na empresa. |
As empresas também valorizam flexibilidade de horários (47%) e experiência prévia (25%). Já formação acadêmica específica (9%) e habilidades técnicas (5%) são menos exigidas.
O que pode atrapalhar
Mesmo entre os candidatos dispostos a trabalhar, a “disponibilidade” sozinha não garante o emprego.
Os motivos mais citados pelas empresas para a não contratação incluem:
- Falta de comunicação adequada durante entrevistas;
- Nervosismo ou postura inadequada;
- Ausência de “soft skills” esperadas;
- Desistência do processo seletivo;
- Dificuldade de transporte até o local das entrevistas;
- Falta de comprometimento durante o período de experiência.
Escolaridade e idade ainda pesam
O estudo mostra que 24% dos candidatos não têm o ensino médio completo, e esse é um dos principais requisitos para as vagas.
Além disso, 22% das pessoas que procuram emprego nos feirões têm mais de 50 anos, grupo que ainda enfrenta maior dificuldade de recolocação, embora consiga boas oportunidades quando há abertura etária.
Quem são os participantes dos feirões
| Indicador | Dados |
| Gênero | 53% homens, 46% mulheres, 1% não binário/não informou |
| Idade média | 40 anos |
| Faixa etária mais comum | 18 a 44 anos (74% dos participantes) |
| Escolaridade predominante | 50% ensino médio completo |
| Raça/cor | 42% brancos, 41% pardos, 15% pretos |
| Tipo de empresa | 79% grandes, 14% médias, 7% pequenas |
Os feirões atraem tanto jovens em busca da primeira oportunidade quanto adultos em transição de carreira, com participação equilibrada entre homens e mulheres.
*Com informações de André Luís Rosa/EPTV Campinas
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