
O preço do ovo de galinha subiu 2,88% em janeiro e foi a proteína com a maior alta do período no estado de São Paulo, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Em Campinas, uma cartela com 30 unidades custa cerca de R$ 24 no Mercadão e faz a população reduzir o consumo – veja mais abaixo.
Conforme o levantamento divulgado ontem (9), enquanto o produto teve aumento no primeiro mês do ano, o preço do frango, por exemplo, caiu 1%. Já a carne de porco ficou 2,99% mais barata no período. Entre as carnes bovinas, as opções ficaram, em média, 1,02% mais em conta. Compare alguns itens:
- Ovos: 2,88%
- Pescados: 0,19%
- Frango: -1%
- Carne de porco: -2,99%
- Acém: -2,45%
CONSUMIDORES PERCEBEM
Ainda conforme a análise do IPCA, a alta no preço dos ovos de galinha não é de agora, já que a inflação acumulada é de 20,19% nos últimos 12 meses. Cientes da diferença nos valores, a aposentada Luci Astini e o autônomo Paulo César Silva alegam que a diferença foi notada até mesmo entre os produtos mais baratos.
“Tá muito caro, mesmo aquele mais baratinho”, diz a mulher. “Comprei uma cartela com 30 ovos e ainda paguei barato, R$ 19,90. Foi uma promoção, mas subiu muito né? No meu trabalho, uso bastante ovo e fica difícil”, alega ele.
O aposentado Osmar de Mattos também reclama. “Ultimamente eu nem estou comprando mais ovo, porque eu sou aposentado e recebo um salário mínimo. Então, só vou picando, comprando meia dúzia quando dá”, detalha o idoso.
POR QUE SUBIU?
O diretor da Abpa (Associação Brasileira de Proteína Animal), Luis Rua, afirma que o mundo todo passa por uma escassez de ovos por conta da gripe aviária identificada em alguns países. Além disso, explica que o aumento de preço dos ovos é reflexo dos custos de produção que aumentaram nos últimos dois anos.
“É esperado que haja algum tipo de repasse, mas nós esperamos algo muito substancial, porque, de fato, a gente sabe que o ovo é uma proteína acessível e 98% das casas brasileiras consomem essa proteína. Então, a gente espera continuar podendo ofertar em condições minimamente acessíveis”, finaliza.