O ano de 2024 encerrou com números positivos para o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp e a Incamp (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica), ambos sob gestão da Inova Unicamp (Agência de Inovação da Universidade Estadual de Campinas). As startups e empresas incubadas tiveram faturamento recorde, de R$ 129 milhões, de acordo com dados do Relatório Anual do Parque da Unicamp, divulgado nesta semana.
Houve ainda um aumento de 33,3%, em relação ano anterior, de empresas vinculadas às instituições. As startups foram as responsáveis por liderar esse crescimento, com aumento de 52,1% no número de empresas no ecossistema do Parque.
Das 80 empresas vinculadas, 35 são startups e outras 37 são empresas incubadas ou com projetos de pré-incubação. O Parque também abriga oito laboratórios de P&D dedicados a projetos de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) em parceria com a Unicamp.
Faturamento recorde das startups e incubadas do Parque da Unicamp
Além de ser o maior já registrado desde o início da série histórica acompanhada pela Inova Unicamp, o faturamento do Parque da Unicamp e sua Incubadora em 2024 representou um crescimento de 57% em relação ao ano anterior.
Localizado no maior campus da Unicamp, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas, o Parque Científico e Tecnológico conta com uma empresa dedicada à fabricação de equipamentos biodigestores e para análises na área de biogás. A ideia do negócio surgiu durante a pesquisa de mestrado de Brenno Lima, ex-aluno da FEM (Faculdade de Engenharia Mecânica) da Unicamp, quando ele identificou a escassez de equipamentos adequados para estudos com biogás.
A solução foi criar seus próprios reatores, que mais tarde se transformaram na base tecnológica da empresa fundada em 2022. Hoje, a startup emprega 35 colaboradores e vem registrando crescimento expressivo. Para o fundador da startup, a escolha de se instalar no Parque da Unicamp foi estratégica.
“Estar no Parque da Unicamp nos trouxe credibilidade, o que facilitou parcerias e negociações. Os resultados aparecem nos números, já que saímos de um faturamento de 300 mil reais em 2022 para quase 900 mil em 2023 e alcançou 1,7 milhão em 2024”, conta o fundador.
Vale destacar que o Parque da Unicamp e a Incamp não recebem apenas empresas-filhas da universidade, qualquer empreendimento voltado à ciência e tecnologia ou que queira desenvolver pesquisas em parceria com a instituição pode submeter proposta para ocupar um espaço nesse ecossistema de empreendedorismo e inovação.
“Essas empresas, todas de base tecnológica, elas são muito importantes em vários sentidos. Primeiro, são empregos de altíssima qualidade, empregos em atividade de pesquisa e desenvolvimento que vão gerar soluções que vão chegar à população. Vão ser produtos que vão melhorar a qualidade de vida, vão melhorar a eficiência de alguns processos. Então, são coisas que, de fato, atingem a população”, afirma Renato Lopes, diretor executivo da Inova Unicamp.
Geração de empregos
O crescimento no número de empresas também se refletiu na geração de postos de trabalho. As 80 empresas vinculadas ao ecossistema gerenciado pela Inova Unicamp sustentaram 711 postos diretos de trabalho em 2024, sendo 68% deles mantidos pelas startups. No ano anterior, o número de postos de trabalho era de 596.
Do total das vagas, 41,5% são preenchidas por alunos e ex-alunos da universidade. As startups foram responsáveis por 484 dos postos de trabalho gerados durante o ano.
Outro exemplo de startup presente no Parque da Unicamp foi fundada em 2014 por Michel Cusnir, egresso do IC (Instituto de Computação) da Unicamp. Inicialmente voltada ao desenvolvimento de software para startups, a empresa expandiu seus serviços para grandes corporações dos setores de saúde, logística e, mais recentemente, o setor financeiro — com foco em contas digitais e meios de pagamento.
Atualmente, emprega 110 pessoas, sendo 55 no Parque em regime híbrido e outros 55 colaboradores em trabalho remoto. Michel Cusnir conta que iniciativas voltadas para o bem-estar dos funcionários contribuem para manter os postos de trabalho.
“Isso obviamente tem efeito em retenção. A gente tem taxa de rotatividade em torno de 2% ao ano, quando no mercado normalmente é 30%”, afirma.
*Com informações da EPTV Campinas
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