Com tantas pessoas em busca de emprego, é difícil imaginar que existam vagas que permanecem abertas por meses. No entanto, um levantamento do Cpat (Centro Público de Apoio ao Trabalhador) de Campinas revela que essa situação é comum, especialmente em funções que exigem qualificação técnica ou oferecem condições de trabalho pouco atrativas.
Áreas técnicas, como instalador-reparador de redes telefônicas, farmacêutico e sushiman, enfrentam dificuldades para preencher vagas. A falta de qualificação, a ausência de experiência profissional e o desinteresse pelas condições oferecidas estão entre os principais motivos.
Em funções como operador de máquinas e farmacêutico, a qualificação é um entrave, mesmo quando a experiência exigida não ultrapassa seis meses. Por outro lado, em profissões como carpinteiro, serralheiro e funileiro, o trabalho autônomo se torna mais atrativo por proporcionar maior flexibilidade e retorno financeiro.
Além disso, ocupações como barman e agente de vendas sofrem com a baixa adesão devido a horários alternativos e salários pouco competitivos, dificultando ainda mais o preenchimento das vagas.
Entre as vagas mais difíceis de preencher estão:
- Instalador-reparador de redes telefônicas: 58 vagas abertas, apenas 2 encaminhamentos;
- Farmacêutico: 63 vagas abertas, 3 encaminhamentos;
- Sushiman: 16 vagas abertas, apenas 1 encaminhamento;
- Tratorista agrícola: 101 vagas abertas, 8 encaminhamentos.
Soluções e alternativas
De acordo com Camila Garrido, coordenadora do Cpat, a falta de qualificação e experiência são os principais desafios em áreas como farmácia e operação de máquinas. Apesar de muitas oportunidades exigirem no máximo seis meses de experiência, a adesão ainda é baixa.
Outro fator é a remuneração pouco atrativa. Em funções como cobrador interno e agente de vendas, por exemplo, os salários oferecidos nem sempre compensam as condições de trabalho, como horários extensos ou exaustivos.
“Trabalhar em melhores requisitos para essa vaga, observar o salário pode ser reajustado e também oferecer benefícios é essencial para atrair candidatos”
reforça Camila.
Cursos e qualificação
Para reduzir essa lacuna, o Ceprocamp (Centro de Educação Profissional de Campinas) abriu nesta semana 1.869 vagas em cursos gratuitos, contemplando 27 áreas de atuação. A iniciativa busca qualificar trabalhadores para suprir demandas locais, especialmente em áreas técnicas e especializadas. Saiba mais aqui.
*Com informações de Jorge Talmon/EPTV Campinas
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