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HC da Unicamp desmarca 100 exames para pacientes com câncer

O Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, está desmarcando exames para pacientes com câncer por causa da falta de uma substância usada para fazer os exames

| ACidadeON/Campinas

Hospital está com problema na entrega de medicamento. (Foto: Código 19)

O Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas, está desmarcando exames para pacientes com câncer por causa da falta de uma substância usada para fazer os exames. Ao todo 100 análises, dessa e da próxima semana, foram canceladas.  

O medicamento é usado pelo paciente antes do exame para que as imagens fiquem mais nítidas. A citilografia óssea é feita normalmente em pacientes com câncer de mama, de próstata e de pulmão para saber se a doença já se espalhou pelo corpo e alcançou os ossos.  

O paciente precisa tomar esse medicamento antes para que esses órgãos fiquem mais visíveis ao exame. Só com ele é possível decidir qual o tratamento mais adequado para estes pacientes.  

O medicamento é produzido pelo Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), porém no último dia 18 de maio o instituto foi impedido de continuar a produção por conta de problemas na linha de produção. Ele é fiscalizado Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde).  

A interdição aconteceu porque a estrutura da linhas de produção do Ipen e do número de funcionários foi considerado inadequado. Com isso, o estoque de acabou.  

"Já cancelamos os exames dessa semana e também da próxima. São pacientes com câncer que precisam desses exames para ajudar a definir qual a conduta e qual o tratamento que eles devem receber. Muitas vezes esse exame vai decidir se esse paciente vai fazer ou não, uma cirurgia, entre optar por operar ou por fazer uma quimioterapia ou radioterapia. Pode até interromper o tratamento, atrasar ou o médico pode acabar optando por uma cirurgia, por não poder esperar, mas acaba sendo uma cirurgia desnecessário", afirmou o diretor de Medicina Nuclear do HC, Celso Darío Ramos.  

Em nota a Covisa disse que em agosto de 2016, em inspeção conjunta com a Anvisa, foram identificadas diversos problemas no cumprimento da legislação. E, a fim de regularizar a situação, o Ipen apresentou um plano de adequação de recursos humanos e de procedimentos de boas práticas de fabricação de medicamentos. Porém, o prazo terminou em 31 de março de 2017, sem o cumprimento integral das mudanças.  

Já o Ipen informou que apresentou documentação com os esforços do instituto sobre a falta de mão de obra qualificada e que em maio ficaram sabendo da interdição para a fabricação das linhas de produção e alertou a Anvisa sobre o grave risco de desabastecimento do mercado já que vários produtos são produzidos exclusivamente pelo instituto.  

A nota ainda fala que há várias reuniões sendo feitas e uma proposta de acordo entre Ministério da Ciência e Ministério da Saúde está sendo elaborada. Além disso, estão previstos investimentos na modernização das linhas de produção para que elas se adequem aos itens de boas práticas de fabricação.  (Com informações da EPTV)

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