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PSL deixa base de Jonas alegando corrupção e planos para 2020

Carta assinada pelo novo presidente do PSL diz que atual governo está envolvido em escândalo de corrupção na Saúde, que prefeito foi condenado em 2ª instância e que tem projeto político para 2020

| ACidadeON Campinas

O vereador Edson Ribeiro (PSL) é, atualmente, o único eleito pelo partido na cidade (Foto: Divulgação/Câmara de Campinas)

O PSL Campinas deixou o governo Jonas Donizette (PSB), depois de sete anos integrando a base aliada da Administração do pessebista eleito em 2012. O partido - que está em uma guerra judicial devido a troca em sua presidência - alegou, entre outras coisas, que o atual prefeito de Campinas foi condenado em 2ª instância por improbidade administrativa e que tem um projeto para 2020.

A carta que anuncia a partida é do dia 1º de outubro e é assinada pelo atual presidente do partido, o advogado Ronny Soares Carnauskas. Ele assumiu o partido no dia 30 de agosto, destituindo o antigo líder, André Ribeiro, filho do vereador Edison Ribeiro, único parlamentar do partido na cidade.

A nota traz quatro considerações como justificativa para sair do governo Jonas. A primeira alegação tem ligação com a Operação Ouro Verde, que investiga um esquema criado para desviar recursos do hospital municipal no período em que ele foi administrado pela Organização Social Vitale, entre 2016 e 2017. O ex-secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de Campinas, Silvio Roberto Bernardin, chegou a ser preso em uma das fases da operação.

A segunda alegação é que o prefeito foi condenado em 2ª instância à perda do cargo numa ação por ato de improbidade administrativa por apadrinhamento político, no escândalo do "cabidão de empregos". Este caso ocorreu em junho, mas Jonas mantém o cargo até que todos os recursos sejam julgados.

A terceira alegação é que há 10 meses filiados do PSL Campinas foram exonerados de cargos comissionados na Prefeitura de Campinas e, dois dias depois, foram recontratados. Isso teria ocorrido por causa da eleição do presidente da Câmara de Campinas e envolveu oito funcionários. Na época, a Prefeitura negou que havia ligação entre demissões e a eleição do presidente do Legislativo.

O quarto e último motivo é que o PSL diz que está "alinhado às diretrizes partidárias hierarquicamente superiores" e que apresentará um "projeto para Campinas com vistas às eleições 2020 e que as candidaturas representem os anseios da população de bem contra a corrupção e a velha política".

Esse seria mais um indicativo de que o partido deve lançar o vereador Tenente Santini, atualmente no PSD, como candidato a prefeito para o ano que vem. Ele tem o apoio do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que é presidente estadual do PSL. Da nova diretoria do PSL campineiro, cinco integrantes são funcionários comissionados de Santini na Câmara.  

Em nota oficial,  o atual presidente do PSL disse que teve apoio dos membros do partido para retirar o PSL da base aliada de Jonas e que "o Prefeito, o Presidente da Câmara e o Vereador Edison Ribeiro já foram comunicados, inclusive com cópia da Diretriz".  

Quanto ao vereador Edson Ribeiro, Carnauskas diz que "qualquer filiado, e não é diferente com o parlamentar, deve seguir a Diretriz de seu partido, sob pena de expulsão, o que poderá se dar através de regular processo".

OUTRO LADO

O vereador Edison Ribeiro não foi localizado pela reportagem para comentar o assunto. O governo Jonas Donizette (PSB) foi procurado e secretário municipal de Relações Institucionais de Campinas, Wanderlei de Almeida, respondeu por meio de nota oficial: "Discussões internas de partidos não cabem comentários por parte da administração".

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