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Presidente do Bugre fala que portão fechado é pedido da Ponte

Presidente do Guarani fala em "manobra política" da Ponte sobre portões fechados no dérbi

| ACidadeON Campinas

Ricardo Moisés, presidente do Guarani. (Foto: David Oliveira / Guarani)

O presidente do Guarani, Ricardo Moisés, deu uma entrevista coletiva na tarde deste sábado (14) sobre o dérbi 196, contra a Ponte Preta, marcado para a próxima segunda-feira (16), em Campinas. O jogo será com os portões fechados como medida de prevenção ao novo coronavírus.

Na entrevista ele afirmou que a determinação da Secretaria de Saúde da cidade de não permitir a entrada de torcedores surgiu a partir de uma "manobra política" da Ponte Preta. Ele ainda afirmou que vai recorrer na Justiça para tentar inverter a decisão e a partida poder ser acompanhada pela torcida do Bugre no estádio Brinco de Ouro.

Ontem, após a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Campinas a a Prefeitura recomendou a suspensão de todos os eventos com aglomeração de pessoas na cidade. Além do caso confirmado, há 35 suspeitos e 130 contactantes da pessoa contaminada sendo monitorados.
 
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Ainda neste sábado a FPF (Federação Paulista de Futebol) acatou a decisão da Secretaria de Saúde sobre a ausência de público no dérbi. O Ministério Público também já tinha recomendado que o clássico fosse disputado com portões fechados.

"O secretário de Saúde baixou uma portaria proibindo a presença da torcida bugrina no dérbi. A diretoria do time de cima iniciou uma manobra política, porque agora a gente já sabe quem treme diante da torcida. Tem medo e lutou para a torcida bugrina não comparecer nesse dérbi. Por medo, brigou por três dias na Prefeitura para que fosse com portões fechados. A torcida do Guarani está de parabéns pelo seu tamanho, força e respeito. Infelizmente, essa diretoria, com medo, correu para comunicar a Federação Paulista de Futebol da decisão da Prefeitura. Diante disso, não restou outro caminho à FPF a não ser determinar portões fechados, sob pena de o Guarani perder pontos e colocar nosso campeonato em risco", afirmou o técnico.

Ele ainda afirmou que o Guarani não concorda com a decisão da secretaria. "Acho uma atitude precipitada, e toda a torcida do Guarani já comunicou que estará no portão do jogo. Teremos concentração de mais de 10 mil bugrinos, o que vai gerar um grande receio de segurança pública. É ruim para a cidade, para o Guarani. Enquanto o secretário tinha de abraçar o maior evento esportivo da cidade, mesmo sem transmissão na cidade, decidiu com portão fechado. O Guarani não concorda e recorrerá ao poder judiciário para que a torcida do Guarani compareça", terminou.  
 
OUTRO LADO DA PONTE

Por meio da assessoria de imprensa, o presidente da Ponte Preta Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, se manifestou sobre as declarações de Ricardo Moisés:

Ele afirmou que coronavírus e saúde pública são assuntos sérios e que estão mobilizando o mundo, e que não devem ser utilizados de maneira inconsequente para provocações. "Dérbi se ganha dentro de campo e não com teorias infantis".
 
O jogo está marcado para ocorrer na próxima segunda-feira (20) a partir das 20h. 

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