Um grupo de torcedores da Ponte Preta protestou na noite desta segunda-feira (19) em frente ao estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. A manifestação foi motivada pela má fase dentro de campo, com o time na última colocação do Campeonato Paulista, após três derrotas em três rodadas, e pela grave crise financeira que envolve o clube.
Entre os principais problemas apontados estão salários atrasados e o transfer ban, que impede a inscrição de novos reforços.
Com faixas e cartazes, os torcedores direcionaram as principais críticas à atual diretoria, comandada pelo presidente Luiz Antônio Alves Torrano e pelo vice-presidente e diretor de futebol Marco Antonio Eberlin.
Uma das faixas exibidas questionava o futuro do clube diante do cenário delicado: “Quem cai primeiro? Transfer ban ou a Ponte para a Série A2?”.
A insatisfação da torcida se intensificou nos últimos dias com a possibilidade de novas saídas no elenco. O meia Elvis, considerado um dos líderes do grupo, chegou a adotar tom de despedida após a derrota para o Capivariano, no último sábado (17), o que aumentou a apreensão dos torcedores quanto à manutenção do elenco.
Segundo os organizadores, o protesto foi totalmente pacífico. A Polícia Militar acompanhou a manifestação, mas não houve registro de incidentes. O objetivo, de acordo com os torcedores, foi chamar a atenção da torcida em geral e pressionar a diretoria por mais transparência na condução administrativa do clube.
O que diz a Ponte Preta
Em nota enviada à imprensa, a Ponte Preta se manifestou sobre o protesto. Em texto assinado pelo presidente Luiz Torrano, o clube afirmou compreender a manifestação, mas questionou a origem do movimento:
“Vemos o protesto contra a atual Diretoria normal dentro de um processo democrático. O protesto, no entanto, nos causa grande espanto, pois a sua iniciativa, liderança e incitação, ao que tudo indica, parte de ex-dirigentes que aqui estiveram num passado não tão distante e que nada fizeram para conter esse endividamento da ordem de quase R$ 400 milhões de reais.”
Ainda na nota, o presidente respondeu às cobranças por uma transformação do clube em SAF e atribuiu à gestão anterior parte da responsabilidade pelo endividamento, que ameaça o patrimônio do clube. Torrano afirmou que a atual diretoria trabalha para evitar a penhora do estádio Moisés Lucarelli por dívidas antigas e pediu união da torcida.
“Estamos trabalhando diuturnamente, com as mangas arregaçadas e prontos, para que a Ponte Preta tenha dias melhores, mas, para isso, precisamos de apoio incondicional de nossa gigantesca torcida.”
Próximo jogo
A Ponte Preta volta a campo nesta quarta-feira (21), às 21h30, para enfrentar o São Bernardo, no estádio Moisés Lucarelli, pela quarta rodada do Paulistão, ainda em meio a indefinições dentro e fora de campo.
*Com informações da EPTV Campinas
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