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CampinasLazer e culturaFolia com controle de acesso: como os clubes seguem fortes no Carnaval de Campinas?

Folia com controle de acesso: como os clubes seguem fortes no Carnaval de Campinas?

Para entender isso, o acidade on, em parceria com a CBN Campinas, conversou com três clubes da cidade para saber o que torna o Carnaval deles tão tradicional

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O Carnaval de Campinas vai muito além dos bloquinhos espalhados pelas ruas. As festas realizadas dentro dos clubes também têm espaço na programação da metrópole, com atrações voltadas tanto para sócios quanto para convidados. Mas o que leva algumas pessoas a optarem pela “tranquilidade” dos clubes, em vez da folia nas ruas?

Para entender isso, o acidade on, em parceria com a CBN Campinas, conversou com três clubes da cidade para saber o que torna o Carnaval deles tão tradicional.

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Série especial sobre o Carnaval em Campinas

Esta é a quarta reportagem da série especial de Carnaval, promovida pela rádio CBN Campinas, em parceria com o portal acidade on Campinas. Ao todo, serão seis matérias mostrando os bastidores, a organização e as histórias que compõem a festa na cidade.

As reportagens serão publicadas no portal acidade on Campinas sempre no início da tarde, desta segunda-feira até o próximo sábado. Na CBN Campinas, os conteúdos vão ao ar ao longo da semana, em diferentes edições do jornalismo, entre 9h e 14h. No sábado, a programação será exibida em horário único, às 9h.

A rádio CBN Campinas pode ser sintonizada na frequência 99,1 FM.

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Carnaval mais reservado

Apesar do caráter mais tradicional, os bailes realizados em clubes privados também fazem parte da história do Carnaval campineiro.

O ambiente fechado proporciona controle de acesso e estrutura mais organizada. Em muitos casos, a entrada é exclusiva para sócios, que podem levar convidados. Para frequentadores, esses fatores se somam à sensação de segurança e ao clima familiar.

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A diretora social do Tênis Clube de Campinas, Cristiane Gomes, explica que o perfil das festas costuma atrair famílias e pessoas que buscam uma comemoração mais tranquila.

“Olha, porque eu acho que o clube acaba sendo um lugar familiar, né? Onde todo mundo acaba se conhecendo. Eu acho que também pela segurança. Os pais estão se divertindo e os filhos também. Eu acho que isso é a prioridade, no meu ver. […] Então eu acho que no clube as pessoas se sentem mais seguras”, explica Cristiane.

Cristiane destaca ainda que o acesso restrito reforça essa percepção.

“Mesmo que vá convidado, esse convidado tem que ir mediante a apresentação de um sócio. Então, eu acho que tudo isso traz uma segurança”.

Ela também relembra a tradição dos bailes carnavalescos nos clubes da cidade.

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“Agora que a gente tá voltando com essa festa pré-carnaval, por exemplo, sempre teve no clube, foi uma festa muito famosa, vinha gente de todo canto. Tinha as fantasias, concorria qual era melhor. E aí teve um tempo que isso se perdeu.”

Tradição e ambiente familiar

O Carnaval em Campinas reúne ritmos como samba, pagode e axé, mas também preserva características de uma cidade marcada por tradições. É o que destaca a colaboradora do Departamento Social e de Comunicação do Clube Campineiro de Regatas e Natação, Mônica Rondini.

Segundo ela, o Carnaval nos clubes tem como principal característica o ambiente familiar.

“O carnaval dentro do clube, ele é o Carnaval da família, né? O associado, também os nossos convidados, participam de uma festa popular, mas num ambiente mais familiar. Eu acho que expõe menos as pessoas do que ficar, como é um Carnaval no Nordeste, atrás do trio elétrico, na rua”.

O Clube Regatas, que completa 108 anos, mantém um dos bailes mais tradicionais da cidade, o Baile do Vermelho e Branco. Apesar da tradição, o formato das festas passou por adaptações ao longo do tempo.

“É claro que o Carnaval dentro dos clubes veio passando por uma modernidade, por uma atualização. Antigamente eram cinco noites de baile. Hoje a gente já não faz mais isso, hoje faz um ou dois bailes, aí os sambões nas piscinas, a matinê continua a existir para atender a criançada”.

Para Mônica, não há concorrência entre o Carnaval de rua e o realizado nos clubes, já que cada formato atende a públicos diferentes.

“Para ir num baile de Carnaval, tem que ser quem goste de baile. Para quem gosta de um Carnaval de rua, não é esse o perfil que atende. Existe esse perfil sim daquelas pessoas que gostam do baile. E não falo só do associado, eu digo do não sócio também”.

Folia que atravessa gerações

O diretor de comunicação do Clube Cultura, Flávio Paradela, ressalta que os bailes carnavalescos fazem parte da história da instituição, que tem mais de 160 anos.

“O clube já tem mais de 160 anos, quase 170 anos, e realizou grandes carnavais em Campinas, principalmente quando a sede social no centro era bem movimentada. Agora não mais, né? O clube já não tem mais essa sede social. Tem a sede de campo onde a gente realiza os carnavais todos os anos”.

Segundo ele, a tradição atravessa gerações e está ligada à memória afetiva da cidade.

“O Carnaval da Cultura foi muito famoso na cidade. Quando a gente pega essa memória afetiva da sede social no centro, você tinha os carnavais há muito tempo. […] Isso de família para família tem mais de 70 anos. Eu mesmo, quando era criança, ia lá nas matinês, mas o forte mesmo era os carnavais durante a noite”, finaliza.

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*Com produção e informações de Kevin Kamada/CBN Campinas

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Vitória Amorim
Vitória Amorim
Vitória Amorim é natural da Bahia, está cursando o sétimo semestre de Jornalismo na Unip, em Campinas. Estagiou no g1 de 2023 a 2025, além da apuração da EPTV, e, desde 2025, é assistente de Mídias Digitais do acidade on.

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