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CampinasLazer e culturaFundado há quase 70 anos, Nem Sangue Nem Areia mantém tradição do Carnaval na Vila Industrial

Fundado há quase 70 anos, Nem Sangue Nem Areia mantém tradição do Carnaval na Vila Industrial

Desfile de Pré-Carnaval de 2025 do Nem Sangue Nem Areia, no dia 23 de fevereiro, homenageou o sambista Nelson Fidelis

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Em 1941, o filme Sangue e Areia contava a história de um toureiro espanhol dividido entre o amor de duas mulheres. Mas o que essa trama tem a ver com o Carnaval e com Campinas? Tudo. Inspirado no longa-metragem, um grupo de moradores da Vila Industrial fundou, em 1946, um bloco carnavalesco que se tornaria símbolo da folia campineira: o Nem Sangue Nem Areia.

Conheça a história do bloco no especial de pré-Carnaval do acidade on Campinas em parceria com a rádio CBN Campinas.

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Vila Industrial e o Nem Sangue Nem Areia

Fundado na Vila Industrial, o nome do bloco fazia referência aos bois que circulavam pelo bairro, de acordo com o jornalista Roberto Cardinalle.

“Esse filme teve uma repercussão internacional, chegou ao Brasil e a Vila Industrial sempre foi caracterizada por ser um bairro operário. Foi o primeiro bairro operário de Campinas. E, no seu entorno, tinham muitos curtumes e matadouros e era frequente passar bois pelas ruas do bairro. Sob essa influência e sob a motivação de querer construir algo divertido para a população da Vila Industrial em meados da década de 40, quatro moradores do local, sob a liderança do seu Zucão, chamaram a comunidade. As esposas faziam os adereços, se reuniam para fazer os tamborins, os instrumentos musicais e, claro, a marca sempre foi o boi, inclusive no brasão do bloco”,

conta.

Encerramento das atividades e retomada do Nem Sangue Nem Areia

Por mais de três décadas, o Nem Sangue Nem Areia cresceu e se transformou em escola de samba, mas encerrou suas atividades em 1976.

Em 2008, no entanto, um grupo de jornalistas e artistas campineiros decidiu resgatar a tradição e levar o bloco novamente às ruas no domingo pré-Carnaval. Entre eles estava Roberto Cardinalle, que hoje atua como diretor do grupo. Segundo ele, a retomada foi feita com o aval dos antigos fundadores.

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“Um grupo de jornalistas e músicos reunidos em bares da cidade pensaram na ideia de criar um bloco de rua para o Carnaval. E nessa reunião estava o Helder Bittencourt, que deu todo o norte ao patrono do bloco, deu todo o norte para a gente retomar o Nem Sangue Nem Areia, porque ele morava na Vila Industrial e quando criança acompanhava os desfiles, então ele tinha essa memória afetiva. Nós compramos a ideia, fomos estudar a história do bloco, fomos nos aprofundar na Vila Industrial e decidimos encarar esse desafio”,

afirma.

Samba-enredo próprio

O Nem Sangue Nem Areia tem uma característica própria. No percurso pelas ruas da Vila Industrial, a bateria e o carro de som cantam apenas o samba-enredo próprio, feito para cada ano de apresentação.

Assim como nos blocos tradicionais, a composição costuma ser escolhida por meio de um concurso. Em 2025, porém, o samba-enredo foi encomendado a uma dupla de músicos, incluindo Thiago de Souza, vencedor de sambas nas escolas Dragões da Real e Morro da Casa Verde, em São Paulo, e finalista na Mangueira, no Rio de Janeiro, em 2022.

“Primeiro que é muito legal, porque são raros os blocos que se atrevem a levar músicas autorais próprias para seus desfiles e isso tem um valor muito grande porque, anualmente, você traz novas músicas para o mundo. Então, além dos enredos serem interessantes e autorais, você traz uma música nova para o mundo a partir desses enredos. O primeiro desafio dos compositores é esse: dignificar as escolhas que as direções dos blocos nos trazem”,

conta Thiago.

Homenagem em vida

Em 2025, o desfile de pré-Carnaval do bloco aconteceu no domingo passado, dia 23 de fevereiro e homenageou o sambista Nelson Fidelis e o grupo criado por ele, A Velha Arte do Samba. Roberto Cardinalle ressalta a importância de valorizar figuras icônicas do Carnaval campineiro ainda em vida.

“Todos os diretores aprovaram e acharam importante essa homenagem. Mesmo com ele idoso, com ele vivo, ainda em vida, o que poucas vezes acontece no Brasil. E aí fomos construindo esse processo e um deles era visitar o seu próprio Nelson, que nesse momento enfrenta uma debilidade muito grande. Então, ele está resguardado na casa dele, mas fizemos questão de ir até lá e apresentar o convite dele ser o homenageado”.

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Giovanna Peterlevitz
Giovanna Peterlevitz
Repórter no ACidade On Campinas. Tem experiência na cobertura de grandes factuais nacionais e internacionais, nas diversas áreas de jornalismo. Já atuou em direção de imagens, edição de vídeo, produção, reportagem, redação e edição de textos e também na apresentação de telejornais e programas de entrevista.

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