Se você gosta de histórias ufológicas, assim como eu, deve estar com as lombrigas conspiratórias no modo on. Isso por conta da misteriosa viagem interestelar do 3I/Atlas e do início de protocolo de defesa planetária da NASA.
Será que chegou a hora da redenção de todos os malucos com chapéu de papel alumínio irem à forra? Isso tudo em um contexto de promessas do governo de revelar mais relatos e indícios de experiências militares com OVNIS (Objetos Voadores Não Identificados), ainda em 2025.
Há alguns meses, outros países começaram a revelar evidências de tais contatos, tendo como highligth o evento na câmara dos deputados do México, em que dois corpos de supostos hominídeos foram exibidos com tons de revelação. As criaturas, encontradas em sítios arqueológicos no Peru, foram descritas como seres biológicos não humanos.
Mas, se o impacto da notícia não causou tanto rebuliço no universo ufológico, já que, naquele metier, a dupla do outro mundo já era bastante conhecida, o assunto, ao menos, reacendeu o tema que não sai do noticiário desde que o Pentágono, em abril de 2022, expôs um arquivo de 1574 páginas, que tratavam de dezenas de relatos de militares, relacionados a contatos não explicados com objetos voadores não identificados.
Aumento de financiamento bélico?
Cortina de fumaça para a crise econômica americana?
Ou chegou o momento de mostrar ao mundo que “Não estamos sós”?
Ninguém sabe ao certo a razão da publização dos relatos, menos ainda as intenções do Tio Sam. Mas, e a gente aqui no nosso mundinho “pé vermeio”? Será que somos irrelevantes para esses supostos seres de outros planetas?
Claro que não! Já tivemos muitas interações como ETs aqui por Campinas e região. E, se querem saber, não só a história ufológica de Campinas é vasta, como é pioneira no Brasil.
Sim, porque o primeiro caso de abdução relatado aqui no país foi aqui na cidade.
Arquivos abertos: A história ufológica de Campinas
Caso José Florêncio
Ano – 1931.
Local: Bairro Cambuí – nas imediações das ruas Sampaio Peixoto e Alecrins.
O relato da vítima do sequestro interestrelar, que à época tinha entre 8 e 9 anos, dá conta de que, depois de uma partida de futebol com amigos, que teve seu apito final às 17h de um sábado, foi surpreendido no caminho de volta para casa por um disco voador de cor cinza escuro.
O OVNI fazia um barulho de motor de geladeira. O garoto tentou correr, mas em segundos a nave já estava a sua frente e com a porta aberta. Um ser saiu de dentro da espaçonave e o conduziu para seu interior. Os condutores do veículo espacial tinham pouco mais de um metro e meio, pele morena, olhos azuis e cabelos platinados. Usavam macacões, botas e um capacete com antenas.
Florêncio, muito assustado, percebeu que existiam outros tripulantes na nave, mas que estes, aparentemente, eram apenas subordinados do seu “sequestrador planetário”. A nave, toda revestida de metal, tinha um piso xadrez.
Submetido a supostas avaliações médicas, Florêncio ainda teve tempo de perceber que fizeram um pequeno tour espacial, pois percebeu, pelas janelinhas da nave, planetas e estrelas, passando.
Depois do rolê espacial, retornaram à Terra e, no mesmo lugar que foi abduzido, ele foi deixado pelo bairro do Cambuí. O OVNI partiu fazendo seu barulho de motor de geladeira, som que embalou as lembranças do Sr. José Florêncio para sempre.
Como consequência do ocorrido, ele levou uma cossa dos pais, pois retornou para casa perto de uma hora da manhã. Na manhã seguinte, percebeu feridas de picadas no corpo, teve frieiras nos pés e, ao ser levado ao hospital, foi diagnosticado com amarelão.
Sim… José Florêncio pegou um parasita no espaço e se eternizou como o caso Zero de abduções em Campinas e no Brasil!
A chuva de Prata em Campinas
Ano – 1954.
Local: Avenida Anchieta – Centro de Campinas.
Parecia mais um domingo tranquilo na pacata Campinas, em dezembro de 1954. Mas, por volta das 18h, essa tranquilidade foi interrompida. Três discos voadores foram observados no céu da cidade, nas imediações de onde hoje se encontra a Prefeitura Municipal.
Eles possuíam a forma de um cone, de cor cinza. Desceram dos céus e começaram um rasante pela área central da cidade, mas de repente pararam. Estavam sobre a Estação de força da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), aqui na avenida Anchieta, quando o OVNI, que aparentemente liderava o esquadrão alienígena começou a liberar, por seu orifício inferior, um tipo de produto que lembrava um metal líquido, que parecia estar incandescente.
Esse líquido, ao perder a temperatura, começou a cair sobre as casas na forma de uma chuva metálica prateada. Ele atingiu as três últimas casas da rua Luzitana, no encontro da via com a rua Major Sólon.
Os moradores locais contataram um experiente jornalista, que não apenas seguiu ao local para compreender os fatos, mas também recolheu o material para oferecer o metal dispensado pelas naves como prova do acontecido.
Matéria veiculada e material levado à análise. Dias depois do acontecido, o resultado das perícias: o material metálico era Estanho a 88,91% de pureza. A Aeronáutica assume as investigações do caso, em meio a tremenda repercussão no País.
Campinas se une a Roswell e ostenta uma evidência de material de contato com um Objeto Voador Não Identificado! Claro, os americanos também requereram o material e confirmaram os laudos campineiros! Até hoje, o caso da chuva de prata é um mistério guardado por instâncias militares do Brasil e dos Estados Unidos da América e um importante objeto de estudos de ufólogos de todo o mundo!
O ET de Varginha mora em Campinas
Ano – 1996.
Local: Unicamp – Pavilhão 18.
Para entender melhor essa história, precisamos voltar ao sábado, dia 20 de janeiro de 1996 e seguir os passos das irmãs Liliane e Valquíria, que seguiam em companhia da amiga Kátia nos domínios dos bairros da Vila Floresta e Jardim Andere, em Varginha (MG).
Chovia muito e as meninas resolveram pegar um atalho no retorno de casa e passaram por um terreno baldio, ao invés de continuar pelo caminho convencional. Mas o acaso pregou-lhes uma peça e elas se tornaram protagonistas do caso Roswell brasileiro.
Ao cruzarem a área de mato, se depararam com uma criatura agachada. Ela era marrom esverdeada, tinha olhos vermelhos e três protuberâncias na testa. Chegando em casa, todas as descrições feitas à família se traduziam em uma experiência diabólica, pois a criatura parecia um tipo de demônio bíblico.
A história correu a vizinhança e somou-se ao causo de um funcionário do Zoológico, que relatou uma diligência do corpo dos bombeiros, que deixou, por pouco tempo, uma criatura estranhíssima em uma das jaulas do lugar.
O incidente em Varginha ganhou mais força quando notou-se uma movimentação incomum de militares na cidade que, segundo ufólogos, buscavam os destroços de uma suposta nave que havia sucumbido ao mau tempo na fatídica tarde de sábado, além dos outros tripulantes do disco voador que podiam estar perambulando por Varginha.
Você pode estar se perguntando onde entra Campinas nessa história toda. A resposta é meio lógica. “O” ou “os” ETs de Varginha foram trazidos para Campinas, pois aqui é o mais importante polo acadêmico e de pesquisa da região.
E quem me assegurou que o ET de Varginha mora em Campinas foi irmã do ex-namorado da prima de um amigo, que trabalhava com o sócio do irmão do meu vizinho que tem – um tio que é amigo de um militar da reserva, que conhece um major que viu os ETs de Varginha chegando em contêineres para serem acomodados em uma sala secreta do Departamento de Química, situada no campus da Unicamp, no distrito de Barão Geraldo. Eu acredito.
O Chupa-Cabra em Campinas
Ano – 1997.
Local: Jardim Bananal.
No ano de 1997, especialmente em países da América Latina, pipocavam relatos de ataques a animais domésticos. E não apenas a brutalidade dos ataques chamavam a atenção, detalhes sobre os métodos de execução tornavam os casos mais bizarros. Entre olhos retirados e pelagem hermeticamente extraída, havia uma característica muito particular do suposto agressor: a ausência de sangue nas vítimas.
E foi isso que, provavelmente, motivou o apelido “en español” dado ao ET sanguinário: El Chupa Cabras!
Não demorou para o bichano de outro mundo chegar pelas bandas da Princesa D´oeste. Depois de ter apavorado pecuaristas, granjeiros e criadores de animais da região de Rafard (SP) e Capivari (SP), o Vampiro Estelar fez vítimas nos bairros campineiros do Campo Belo e Bananal.
Embora os ataques tenham acontecido em número significativo, não houve registro em foto ou vídeo da criatura. Mas, segundo as descrições, havia mais de uma espécie de Chupa-Cabras azucrinando as criações da região. Seus retratos falados variam entre criaturas peludas com olhos vermelhos até repitilianos escamosos.
Os ataques duraram menos de um ano e do mesmo jeito que começaram, simplesmente se encerraram. Queria ver o Chupa-Cabras tendo coragem de atacar algum bichinho, hoje em dia, diante da fúria dos “pais de pets”!
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Quem é Thiago de Souza?
Thiago de Souza é compositor, roteirista e humorista, fundador do grupo “Os Marcheiros” e idealizador do projeto “O que te Assombra?”. Ele também é o criador do programa de políticas públicas para preservação de patrimônio material e imaterial chamado “saudade e suas vozes” já implementado nas cidades de Campinas e Piracicaba. Tem mais histórias assombrosas no Tudo EP (clique aqui pra acessar).
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