Hospital de Campinas trata síndrome retratada em "Extraordinário"

Sobrapar é referência na síndrome de Treacher Collins; paciente participa de teaser durante exibição

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No filme, Auggie tem o problema e precisa encarar os desafios de ir à escola pela primeira vez (Foto: Divulgação)

“Extraordinário”, lançado no Brasil na última semana, traz a história de um garoto portador de uma síndrome rara - Treacher Collins - que o levou a fazer uma série de cirurgias na face. Aos 10 anos, ele irá frequentar, pela primeira vez, uma escola regular, como qualquer outra criança, e precisará lidar com as dificuldades dessa escolha.

A experiência desse personagem é semelhante à de muitos pacientes do Hospital Sobrapar, de Campinas, referência no país no tratamento da síndrome. “Estou ansioso para ver um garoto como eu no cinema”, diz Pablo Diego A. de Lima, portador da síndrome que já realizou cinco cirurgias no Sobrapar.

Pablo é o protagonista de um teaser de 30 segundos a ser exibido na sessão especial de pré-estreia do filme para convidados nesta quarta-feira (6), no Cinemark do Shopping Center Iguatemi Campinas, contando sobre seu tratamento, que incluiu uma cirurgia para que o garoto começasse a ouvir. 

Portador de microtia (deformidade congênita na qual pode haver ausência total da orelha e do canal auditivo), com surdez parcial, ele recebeu um implante auditivo ancorado no osso, permitindo a melhora da audição.

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Pablo tem a mesma síndrome do protagonista de "Extraordinário": visibilidade e representação (Foto: Divulgação)

Ao longo de 36 anos de atividades, o Sobrapar atendeu cerca de 50 pacientes portadores dessa síndrome rara. Estudo coordenado pelo cirurgião plástico Cassio Eduardo Raposo do Amaral, vice-presidente do Hospital Sobrapar, avaliou que esses pacientes têm boa qualidade de vida por receberem tratamento multidisciplinar em um centro craniofacial especializado.

Treacher Collins é um distúrbio no desenvolvimento craniofacial causado principalmente por mutações genéticas, caracterizada pelo achatamento de ossos da face, queixo pequeno, orelhas pequenas, malformadas ou ausentes, surdez total ou parcial, defeito ocular, fendas das pálpebras inclinadas para baixo e palato (céu da boca) estreito ou fissurado.

“A gravidade dos sinais clínicos varia muito, mesmo entre pessoas da mesma família. Nos casos mais graves são pelo menos 15 cirurgias até os 18 anos de idade” explica Raposo do Amaral. Um paciente com a síndrome tem 50% de risco de transmitir a síndrome a seus filhos. O teste genético pode confirmar o diagnóstico, sendo importante em casos com quadro clínico leve, quando há dúvidas no diagnóstico ou há apenas um indivíduo afetado na família.

Resultado de uma parceria entre o Hospital Sobrapar e o Iguatemi Campinas, a primeira exibição do teaser acontecerá nesta quarta-feira (6), na sessão das 20h, no Cinemark.


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