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04/11/2019

Segundona tira dúvidas sobre o câncer de próstata

Para esta nova edição do Segundona, o programa de entrevista do ACidade ON Campinas recebeu Marcos Almeida, urologista e diretor técnico do Hospital Mario Gatti para tirar dúvidas sobre o câncer de próstata e falar sobre as ações da Prefeitura de Campinas para o Novembro Azul.  

Novembro Azul é um evento anual que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. 

Almeira esclarece na entrevista dúvidas comuns do procedimento, além do tabu e preconceito que ainda existem neste diagnóstico. Veja a entrevista completa abaixo: 


PERIGO CRESCENTE  

Campinas registrou, entre janeiro e agosto de 2019, uma nova internação por câncer de próstata a cada dois dias. As informações são do DataSUs, do Ministério da Saúde.

De acordo com o órgão, a cidade teve 126 internações neste período - o último disponível para pesquisa. O número de óbitos entre o primeiro mês do ano até agosto foram três.

Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) sobre o câncer de próstata revelam um quadro preocupante: até o final do ano estima-se que o país terá 68.220 novos casos da doença.

Tal número corresponde a sete casos a cada hora, somando 31,7% dos diagnósticos de todos os tipos da doença registrados nacionalmente, fazendo deste o mais incidente entre os homens depois do carcinoma de pele não-melanoma.

"Pessoas que estejam na faixa de risco, composta por homens acima de 50 anos, com histórico familiar, precisam discutir com seu médico sobre o rastreamento e os exames necessários. Mas, em geral, todos os homens devem fazer acompanhamento anual", explica o oncologista André Fay, do Grupo Oncoclínicas. 

PRECONCEITO E FALTA DE INFORMAÇÃO

Um dos principais obstáculos na prevenção e detecção desse tumor, e outros que afetam apenas a população do gênero masculino, é exatamente a falta de informação.

Uma pesquisa realizada em 2017 pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), encomendada pelo Datafolha, indicou que 21% do público masculino acredita que o exame de toque retal "não é coisa de homem".

Considerando aqueles com mais de 60 anos (grupo de risco), 38% disseram não achar o procedimento relevante. Outro dado do IBGE mostrou que aproximadamente 5,7 milhões de homens de 50 anos ou mais realizaram exame físico ou de toque retal nos 12 meses anteriores à pesquisa, equivalendo a apenas 25% dessa faixa de idade.

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