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Protesto pendura 350 máscaras de ar em frente à Prefeitura

Ao todo foram colocadas 350 máscaras e adesivos que representam mortos na cidade em decorrência do material particulado

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Protesto ocorre na manhã desta quarta-feira. Foto: Denny Cesare/Código 19

Um protesto contra a poluição do ar chamou a atenção de quem passava pela Avenida Anchieta, em frente à Prefeitura de Campinas, na manhã desta quarta-feira (13). Dezenas de máscaras de proteção respiratórias foram penduradas em um varal preso na grade de metal da parada de ônibus da avenida.

Ao todo foram colocadas 350 máscaras e adesivos que representam mortos na cidade em decorrência do material particulado suspenso no ar da cidade, o que equivale a quase um óbito por dia. Os dados são do ano passado e levantado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade com base nos dados do SUS (Sistema Único de Saúde) e OMS (Organização Mundial da Saúde).

A ação é do grupo Minha Campinas que vai protocolar na Prefeitura um documento de recomendações prévias à licitação de ônibus. Segundo o grupo, a maior fonte de poluente vem da queima de combustíveis fósseis como o diesel, principal combustível de caminhões e da frota de 1,2 mil ônibus que fazem o transporte público da cidade.

"Sabemos que isso leva tempo para ser formulado e por isso estamos pedindo para a Prefeitura apresentar um cronograma para melhorar esse quadro. Uma cidade como Campinas não pode esperar mais para fazer um plano com foco nesses poluentes. Precisamos de tecnologias mais limpas", afirmou a socióloga e coordenadora do movimento Cláudia Oliveira.

Além das máscaras, o grupo fez panfletagem no local para esclarecer a população. "Nossa ação pretende ressaltar o papel e a enorme responsabilidade do poder público para reverter esse cenário, já que Campinas está prestes a abrir licitação para o transporte público municipal sem incluir um cronograma para zerar as emissões da frota, como foi feito em São Paulo e Santo André, por exemplo", lembrou a ativista.  

Ela afirmou que a proposta apresentada pela secretaria de Transportes prevê apenas a criação de uma área de aproximadamente três quilômetros quadrados no Centro da cidade que seria exclusiva para ônibus não poluentes. "O que é insuficiente para reverter o atual cenário de poluição do ar da cidade. O ato será seguido da entrega de um documento com recomendações à licitação dos ônibus", afirmou.