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Política

Deputados estaduais da região tomam posse na Alesp

Cauê Macris (PSDB), de Americana, segue como presidente da Casa; RMC será representada por sete deputados no total

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Rafa Zimbaldi (PSB) tirou selfie em sua mesa no plenário da Alesp (Foto: Reprodução/Facebook)

O deputado estadual Cauê Macris (PSDB), 35 anos, de Americana, foi reeleito presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo nesta sexta-feira (15) ao derrotar, entre outros, a candidata do PSL Janaina Paschoal, professora da USP e autora do impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Antes da eleição, os 94 deputados da Casa tomaram posse para a legislatura 2019-2022. Entre eles, além de Macris, estão mais seis representantes da RMC (Região Metropolitana de Campinas): Adriana Borgo (PROS), Rafa Zimbaldi (PSB) e Valéria Bolsonaro (PSL), de Campinas; Bruno Ganem (Podemos) e Rogério Nogueira (DEM), de Indaiatuba, e Dirceu Dalben (PR), de Sumaré.

Eles usaram suas redes sociais para registrar a posse. "Agradeço imensamente a todos que ajudaram na realização desse sonho. Honrarei cada voto com compromisso e muito trabalho", disse Rafa Zimbaldi. Valéria Bolsonaro publicou fotos com familiares e amigos em seu gabinete e agradeceu pelo "apoio de carinho".  

Valéria Bolsonaro posou ao lado de quadro com sua foto (Foto: Reprodução/Facebook)

ELEIÇÃO PARA PRESIDÊNCIA

Costurada num tradicional acordo da Casa, a eleição de Cauê já era esperada. Já Janaina Paschoal, eleita na esteira de popularidade de Jair Bolsonaro (PSL), buscou a presidência sustentada pelo seu recorde de mais de 2 milhões de votos. Janaina tinha o apoio somente do PSL, a maior bancada da Assembleia com 15 eleitos, e do deputado Arthur Mamãe Falei (DEM).

Daniel José (Novo) e Mônica Seixas (PSOL) também disputaram o cargo. Cauê recebeu o 48º voto da deputada Marina Helou (Rede), que disse votar pelo diálogo na Casa. Ao votar, Janaina afirmou que "não tem preço ver o PT brigando pelo PSDB", em referência à aliança entre os dois partidos. Ela criticou ainda a falta de debate entre os candidatos e disse que Cauê tem medo de ser questionado. "É uma Casa do povo em que não existe debate", disse a deputada do PSL. Ao votarem em Cauê, os petistas disseram votar a favor da democracia e contra o ódio, a intolerância, o fascismo e o radicalismo, em indireta a Janaina.

A distribuição de cargos da direção da Assembleia obedece há anos uma combinação tácita de proporcionalidade. O PSDB, que geralmente tem a maior bancada, e o PT, em segundo, se aliam para angariar a presidência e a 1ª secretaria respectivamente. A eleição de 2018, porém, diminuiu o tamanho da bancada tucana, de 19 para 8, e jogou o PSDB em terceiro lugar, ao lado do PSB. O PT se manteve como segunda maior legenda, mas com 10 e não 14 deputados como antes.

Tucanos e petistas trabalharam para manter o acordo e isolar o PSL, que também deve ficar de fora da distribuição de comissões. Janaina condenou nas redes sociais essa política de conchavos, e seus apoiadores pressionaram os demais deputados até pelo WhatsApp, o que não surtiu efeito.

A escolha do nome para comandar a Casa chegou a ser precedida na tarde desta sexta de confusão e empurra-empurra entre os deputados no plenário quando a presidência, temporariamente exercida pela deputada Analice Fernandes, tentou passar por cima da questão de ordem feita pelos deputados do PSL, Gil Diniz e Janaina Paschoal, que questionavam a possibilidade de Cauê Macris concorrer.

A eleição de 2018 desenhou uma nova Assembleia, fragmentada (24 partidos) e renovada: 50 dos 94 eleitos não ocupavam um mandato na Casa na legislatura passada. Muitos dos novatos, porém, já carregam bagagem política - ocuparam outros cargos eletivos, já tinham experiência nas urnas ou têm parentes políticos.

Derrotado na eleição para a presidência, o PSL conta com outras armas para dar dor de cabeça a caciques da Casa e ao governador João Doria (PSDB). Uma delas é o poder de ajudar a obstruir votações e dificultar a aprovação de projetos de interesse do tucano. O grupo de novatos tem dito que fará valer o papel fiscalizador da Casa em relação ao Executivo. Eles também não desperdiçarão chances de ocupar a tribuna para discursar e manterão canal aberto com as redes sociais.

Outra munição é propor investigações para constranger o governo. A primeira já engatilhada é a sugestão de criar a CPI da Dersa, mirando nos escândalos de corrupção protagonizados por Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da estatal paulista de infraestrutura rodoviária apontado como operador do PSDB.

A nova legislatura encontrará pela frente as propostas de privatização e enxugamento da máquina pública consideradas prioritárias pelo governo Doria. Embora a pauta agregue base tucana, PSL e Novo, contrastará com os benefícios ao funcionalismo também defendidos pelos deputados. Custando mensalmente R$ 219 mil aos cofres públicos, os deputados têm verba para contratar assessores e para alavancar suas reeleições, mas não têm tanto poder constitucional, além de fiscalizar o Executivo. Temas importantes em geral são legislados na esfera federal ou municipal. (Com informações da Folhapress)

QUAIS SÃO AS ATRIBUIÇÕES DA ALESP

- Determinar o Orçamento anual
- Julgar as contas do governador, da própria Alesp e do Judiciário paulista
- Aprovar privatizações e concessões de bens e empresas estaduais
- Fiscalizar o Poder Executivo Criar, revogar e modificar leis do estado, como as que dispõem sobre os impostos estaduais. Deputados estaduais não podem, por exemplo, mudar a maioridade penal - isso é competência do Congresso Nacional
- Aumentar os salários dos deputados e do governador 

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