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Política

Jonas entrega projeto "Mais Médicos Campineiro" para Câmara

A intenção é estimular a formação de médicos da família; serão 120 vagas e cada profissional receberá uma bolsa de R$ 11 mil

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Prefeito entregou documento para presidente da Câmara (Foto: ACidade ON Campinas)

O prefeito Jonas Donizette (PSB) entregou hoje (10) na Câmara de Campinas o projeto de lei batizado de "Mais Médicos Campineiro". Jonas fez questão de entregar o documento ao presidente da Casa, Marcos Bernadelli (PSDB).

A intenção do projeto é fomentar a formação de médicos da família e ajudar a acabar com o déficit de profissionais na rede. Serão 120 vagas para médicos formados, que receberão uma bolsa de R$ 11 mil.  Grande parte dos interessados devem ser recém-formados, mas qualquer profissional pode se candidatar. O programa funcionará com uma residência em saúde da família, com duração de dois anos.  

Bernadelli afirmou que estuda realizar sessões extraordinárias para aprovar o projeto o mais rápido possível.

Desde a semana passada Campinas vive um drama no atendimento público de saúde com hospitais suspendendo atendimentos para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) e improvisação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ontem, um decreto polêmico assinado por Jonas passou a proibir que as unidades de Saúde suspendam atendimentos na rede pública com risco de multa em até R$ 206 mil. (LEIA MAIS AQUI)  

PROGRAMA FEDERAL

O projeto também vai permitir que Campinas deixe o "Mais Médicos" Federal. Segundo a Secretaria de Saúde, Campinas já foi excluída do próximo contrato do programa, previsto para 2021, porque o governo vai priorizar áreas mais vulneráveis. Atualmente são 79 profissionais que atuam na cidade dentro do programa e recebem um salário que também gira em torno de R$ 11 mil.

Os novos médicos irão atuar com carga de trabalho de 40 horas semanais (36 horas nos centros de saúde e 4 horas de estudo). Carmino de Souza, secretário de Saúde, explicou que depois de aprovada, haverá um decreto para regulamentar a lei e que vai definir como será o processo de seleção e os  prazos burocráticos.  
 
"Temos a necessidade de médicos na área de Saúde da Família. Esse projeto é para estudante? Não, é para médico formado, com CRM (credencial médica), e ele vai poder trabalhar na rede. Até para quem já fez residência em outra área, para médicos aposentados que querem voltar a trabalhar. Porém, o registro será exigido", explicou o prefeito. 

Jonas ressaltou que a iniciativa não vai excluir o concurso público. "Já foi aprovado pela Câmara e vamos colocar me prática. Porém concurso é sempre mais moroso", explicou.   

O projeto será feito em parcerias com as faculdades de medicina da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), PUC-Campinas e São Leopoldo Mandic, já que a intenção é contratar profissionais formados nesses locais.  "Porém a gestão será da Secretaria Municipal de Saúde que vai dizer onde será necessário cada médico trabalhar, qual local está precisando mais", disse.

O prefeito ainda destacou que Campinas tem 1,2 mil médicos e que estuda mandar também um projeto para reforçar a área de enfermagem. "Devemos mandar para cerca de 120 e 130 desses profissionais da área para completar nossas equipes de enfermagem", disse ele. 

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