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Vale-refeição e redução de jornada têm "Dia D" na Câmara

Legislativo deve aprovar de forma definitiva nesta segunda-feira a ampliação do tíquete aos comissionado e a redução da jornada de parte dos servidores para 30 horas

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Sessão acontece nesta segunda-feira. Foto:Divulgação/Câmara
Após dois meses de polêmica e muito debate, os vereadores de Campinas devem aprovar de forma definitiva nesta segunda-feira (13) o projeto que amplia o pagamento dos vales alimentação e refeição aos servidores comissionados e o que reduz a jornada dos funcionários concursados contratados após 2014 para 30 horas semanais.

Na última sexta-feira (10), a Câmara convocou uma entrevista coletiva para explicar os aspectos técnicos da mudança. Segundo o Legislativo, os projetos gerarão uma economia de R$ 6,5 milhões, porque os funcionários aceitaram "trocar" o reajuste salarial dos últimos dois anos pela redução da jornada.

Os servidores não ganham reajuste nos salários desde 2016. Pelos cálculos da Câmara, eles deveriam ter um aumento de cerca de 10% para repor as perdas dos últimos dois anos, o que ampliaria o gasto com a folha de pagamento em R$ 6,5 milhões.

"Isso no cálculo mais conservador", ressalta Gustavo Zucato, subsecretário de Relações Institucionais do Legislativo.

O presidente do Sindicato dos Servidores da Câmara, Luís Nobile, reconhece que, com a redução da jornada, o custo da hora trabalhada aumenta, mas ele diz que os servidores não podem pagar suas contas com "horas". "O supermercado quer dinheiro, e o salário é o mesmo há dois anos", disse.

IGP-M

A Câmara diz que neste ano o salário deveria ser reajustado em 7,6%, seguindo o IGP-M calculado até março, data-base da categoria. O Legislativo considera o IGP-M, índice costumeiramente usado para reajuste de aluguéis, porque foi o índice usado para o último aumento dos servidores, em 2016 - quando a correção aplicada foi de 4%.

"Se usamos lá atrás, temos que usar agora também", justificou Zucato. A média salarial da Câmara de Campinas , incluindo servidores efetivos, comissionados e dos vereadores, é de R$ 7.832,30.

VALE-REFEIÇÃO

No caso do vale-refeição, o projeto que será votado nesta segunda - e que também deve ser aprovado - amplia o pagamento para os 228 servidores comissionados da Casa, que atualmente não recebem o benefício.

Eles tiveram o pagamento suspenso em 2001, após denúncias de que vereadores estariam recebendo os valores pagos a seus funcionários. "Vamos corrigir uma injustiça de mais de 15 anos", disse o presidente da Câmara, Marcos Bernardelli (PSDB), no início da apresentação de sexta-feira.

O valor atualmente pago é de R$ 1,3 mil, mas o projeto prevê também o reajuste para R$ 1,4 mil a partir de setembro. Por ano, a Câmara passará a gastar R$ 3,9 milhões a mais com a ampliação dos pagamentos.

Guzato Zucato explicou que o benefício se divide em dois, cada um de cerca de R$ 700 - um paga gastos em restaurantes e outro para supermercados. "O vale é de R$ 20 por dia para refeições. Segunda e quarta-feira, por causa das sessões, grande parte dos funcionários almoça e janta, usando o vale duas vezes", disse.

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