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Política

Prefeitura multa empresa investigada no Caso Ouro Verde

O dono da Greenlav, o empresário Felipe Braz Bernardes, foi preso na terceira fase da Operação Ouro Verde, por lavagem de dinheiro no hospital

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A Greenlav é uma das empresas investigadas no Caso Ouro Verde 

A Prefeitura de Campinas multou em R$ 345 mil a Greenlav Solutions. A empresa é investigada pelo MPE (Ministério Público Estadual) no desvio de verbas do Hospital Ouro Verde. A publicação foi feita no Diário Oficial desta quarta-feira (15).

Além disso, a empresa também foi condenada a ficar suspensa de forma temporária no direito de licitar e contratar com a cidade de Campinas por dois anos.

A Prefeitura de Campinas informou que a empresa deixou de manter as condições exigidas em edital (sua licença sanitária foi suspensa e o local da prestação dos serviços interditado), resultando na interrupção dos serviços por duas semanas, prejudicando os servidores e pacientes da rede municipal de saúde.

O dono da Greenlav, o empresário Felipe Braz Bernardes, foi preso na terceira fase da Operação Ouro Verde. Segundo o Gaeco, ele usava a lavanderia também para desvio de verba pública, superfaturando o preço dos serviços.

A Greenlav Solutions foi procurada por telefone e por e-mail, porém até a publicação da reportagem, não houve retorno.

HISTÓRICO

No ano passado, a Greenlav Solutions foi interditada pelo Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) porque a empresa se encontrava em desacordo com as normas de boas práticas de funcionamento e por não contar com estrutura física adequada para o processamento de roupas deste segmento.

De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura de Campinas, o contrato de lavanderia para toda a saúde da cidade com a Greenlav foi assinado em fevereiro de 2016, no valor de R$ 1,1 milhão. Depois subiu para R$ 1,24 milhão e para R$ 1,26 milhão.

Em março deste ano a Administração renovou o contrato por mais três meses. A prefeitura entrou na Justiça para conseguir a renovação.

O contrato estava chegando ao fim e a empresa decidiu não renová-lo. Como eles não informaram o que pretendiam em tempo hábil para a Administração, a Prefeitura foi obrigada a entrar na Justiça para manter o serviço em funcionamento enquanto uma nova licitação é feita.

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