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Jonas diz que demissão em massa seria "problema"

Prefeito falou pela primeira vez desde decisão da Justiça que determina perda de seu mandato e demissão de 500 comissionados

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O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB). (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas) 

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), falou hoje (7) pela primeira vez após o TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) determinar sua perda de mandato e afirmar que ele está inapto para o exercício do cargo político porque ultrapassou os limites entre o público e o privado em sua gestão. A decisão também determina a exoneração de cerca de 500 comissionados.

Ele concedeu na manhã desta sexta-feira uma entrevista para a CBN Campinas. O prefeito afirmou que se não conseguir recurso contra as decisões, haverá um grande problema e que reforçou o quadro do funcionalismo público.

"Se perdermos, uma demissão em massa vai ser um problema para Campinas. Quero lembrar que nenhum prefeito fez tantos concursos públicos quanto eu. Foram 18 (concursos) e 4 mil contratações. Só na Saúde e Educação foram mais de 3 mil", destacou Jonas. Ele ainda enfatizou que em nenhum momento a desembargadora fala em sua decisão sobre o afastamento dele de seu cargo, mas sim da perda de função pública.

Jonas também rebateu, assim como seus advogados ontem, as provas utilizadas para sua condenação e afirmou que elas foram conseguidas de forma ilegal. Ele também ressaltou que as acusações contra ele não são de corrupção.

"Não existe acusação de desvio de verba, de roubo. Esse é um processo de 2013 por uma lei que regulamentou os comissionados que sempre existiu. Em 1ª instância foi favorável a mim e, em 2ª, foi mais dura e a penalidade é ter que mandar embora os comissionados em 30 dias. Vou ter que cumprir. Destaco que o acórdão fala da perda da função pública, se quando o processo estiver em transitado e julgado, e eu estiver exercendo algum cargo político, aí sim, perderia o mandato", destacou o prefeito, que continuou.  

TUDO NORMAL

"Estou trabalhando normalmente, já despachei hoje cedo na Prefeitura, estou finalizando o regulamento dos patinetes, e sigo minha rotina de trabalho normalmente. Mas é um direito meu, recorrer, a esse processo que existe muitas ilegalidades, temos para recorrer no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e depois o STF (Superior Tribunal Federal)."

Jonas afirmou que os depoimentos usados pela promotoria são ilegais, pois não foram ouvidos perante um juiz e nem de um advogado de defesa. "Muitas pessoas foram chamadas. Perguntaram se era amigo do prefeito, se votou no prefeito. A desembargadora não poderia usar esses depoimentos, porque eles foram ouvidos pela promotoria. Elas não foram apresentadas diante do juiz. Na lei que fiz não tinha um número antes definido (sobre a contratação de comissionados), então qualquer prefeito poderia colocar quantas pessoas quisesse. Eu coloquei 4% na lei e contratei menos. Mas discordo da avaliação que foi feita e tenho direito a recorrer disso. Fazer prova testemunhal sem juiz ou advogado de defesa é ilegal e é constrangedor", afirmou.  

FAZ PARTE

Sobre a contratação de pessoas que fizeram parte da campanha, Jonas disse que esse processo faz parte da política. "As pessoas que o presidente Jair Bolsonaro colocou agora estavam ligadas a ele na campanha. O ajudaram a colocar na presidência. Meu quadro de secretários é formado por técnicos, e os diretores, digo que 80% são de carreira", afirmou.

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