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Política

Vereador aciona a Justiça contra aumento no transporte

O vereador Gustavo Petta (PCdoB) já havia protocolado uma denúncia no MP; desta vez, Tenente Santini (PSD) ajuizou uma ação popular

| ACidadeON Campinas

Vereadores questionam aumento dos ônibus. Foto: Denny Cesare/Código 19
O vereador Tenente Santini (PSD) ajuizou ação popular para suspender o Decreto no 20.373/2019, que reajusta o valor das tarifas do transporte público de Campinas. Segundo o vereador, não houve demonstração clara e objetiva dos motivos para o reajuste.

Desde o dia 7 andar de ônibus na cidade custa R$ 4,95 para pagamento com QR Code e Vale Transporte. Antes do aumento a tarifa era de R$ 4,70 - um aumento de 5,3%. O Bilhete Único, utilizado por 92% dos passageiros, que custava R$ 4,30 passou para R$ 4,55 (reajuste de 5,81%) e o Passe Universitário foi para R$ 2,28.

O chamado Linhão de Saúde/ Circular Centro (identificada pelo número 502) passou a ter tarifa de R$ 3 para o Bilhete Único Comum, de R$ 1,20 para o passe estudante e de R$ 1,50 para o passe universitário.

Os motivos apresentados para o reajuste consideram os estudos e planilhas elaborados pela Emdec, além da inflação no período de janeiro de 2018 a maio de 2019, o aumento do diesel, aumento do salário dos trabalhadores do transporte coletivo e a manutenção do sistema de transporte.

"Além disso, para o Decreto no 20.373/2019 vigorar, precisaria haver uma manifestação do Conselho Municipal de Trânsito, que sequer foi consultado. Sobre a inflação, o prefeito diz que no período de janeiro de 2018 a maio de 2019 o valor chegou a 6,05%, mas o site oficial, Portal Brasil, cita que foi de 5,94%.", diz.

NO MP

Assim que o reajuste saiu, o vereador Gustavo Petta (PCdoB) protocolou, no MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) um pedido de investigação sobre o aumento.

OUTRO LADO

A Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) justifica que a cidade ficou um ano e meio sem reajuste e a reposição ficou abaixo da inflação no período (janeiro de 2018 a maio de 2019) medida pelo IPCA, que foi de 6,05%.

Outra justificativa da Administração para o aumento, além do período de um ano e meio sem alta, os preços dos combustíveis aumentaram 11,36% e os salários dos motoristas subiram 7,1%, fatores que encareceram o custo do sistema, segundo nota emitida pela Prefeitura na manhã de segunda-feira.

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