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PL quer fiação subterrânea em Campinas num prazo de 12 anos

A medida atinge os novos loteamentos que surgirem após a promulgação da legislação na cidade; intenção é seguir modelo da Glicério

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Fiação da Avenida Francisco Glicério foi toda aterrada. Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas

Um projeto de lei protocolado na Câmara quer que toda fiação aérea de Campinas seja implantada de forma subterrânea num prazo de 12 anos. A medida atinge os novos loteamentos que surgirem após a promulgação da legislação; a empresa loteadora, incorporadora ou construtora será responsável instalação da fiação área.

O projeto é de autoria dos vereadores Cidão Santos (PROS), Marcos Bernardelli (PSDB) e Paulo Haddad (PPS).
Cidão Santos afirma que, mais do que a parte estética é um benefício para a cidade. "Esse sistema evita problemas de descarga na rede elétrica, diminui os apagões nos bairros e reduz os riscos de queda de raios, além de minimizar o risco de acidentes envolvendo os fios, desde colisões com os postes até crianças soltando pipas", disse. 

Ele também defende que a fiação subterrânea reduz de forma significativa os gastos com a manutenção da rede elétrica, além de ficar protegida da chuva e da queda de árvores, assim como de atos de vandalismo.

Em setembro de 2014, a Prefeitura de Campinas lançou o projeto de revitalização do Centro, e uma das parcerias foi a CPFL Energia para a construção da rede de fiação subterrânea da Avenida Francisco Glicério.

COMO FUNCIONARÁ  

Pelo projeto, todo o trabalho deverá ser executado pelas empresas que atuam nesta área, concessionárias de serviços públicos e privadas e prestadoras de serviços. As empresas deverão migrar a atual fiação de energia elétrica, de telecomunicações de telefonia fixa, de internet banda larga e de tv a cabo de forma subterrânea.  

"A Francisco Glicério serve como modelo em estética e benefícios para o cidadão e para o município", disse Cidão Santos. Ele fala ainda que a fiação subterrânea é uma tendência nos principais municípios do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Uberlândia, São José dos Campos.  

NOVOS EMPREENDIMENTOS  

Tramita na Câmara de Campinas, desde 2017 um projeto de lei complementar de autoria do vereador Rodrigo da Farmadic (PP) que estabelece que já obriga os novos condomínios residenciais e empreendimentos imobiliários a passar a fiação de forma subterrânea. A medida inclui toda a rede de infraestrutura de transmissão de energia elétrica, de telefonia, de comunicação de dados via fibra óptica, de televisão a cabo.  

A assessoria legislativa da Câmara irá analisar se os dois projeto seguem tramitação distinta na Casa ou se a proposta de Cidão Santos pode ser apensada no projeto de Rodrigo da Farmadic.

CPFL ENERGIA
 
A CPFL Energia informou que defende a implantação das redes de fiação subterrânea como parte da solução envolvendo a arborização urbana e a questão estética nas cidades, mas esse deve ser realizado em conjunto com prefeituras e/ou clientes interessados nessa obra.  

A empresa também lembra que as redes de fiação subterrâneas implicam convivência em harmonia com outros serviços como rede de água e esgoto, telefonia, e principalmente as raízes das árvores mais volumosas.

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