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Política

Secretário diz que "metade" de empréstimo vai para o BRT

Prefeitura busca R$ 300 milhões por meio de projeto de lei com a promessa de investir em bairros, e não na obra dos corredores de ônibus

| ACidadeON Campinas

O secretário Tarcísio Cintra (Foto: Divulgação)

O secretário de Finanças de Campinas, Tarcísio Cintra, afirmou na manhã desta segunda-feira (11) que "metade" do dinheiro que o governo municipal quer emprestar para projetos de infraestrutura será aplicado no BRT.

O projeto, que prevê a tomada de até R$ 300 milhões em empréstimo, é alvo de polêmica desde a semana passada, quando foi colocado para votação no Plenário da Câmara de Campinas. A sessão ficou lotada de representantes de bairros supostamente beneficiados com a pavimentação. A proposta foi aprovada e será votada em segunda discussão na próxima quarta (13).

Segundo o governo, o dinheiro, se aprovado o empréstimo, será empregado principalmente na obra de pavimentação de diversos bairros. A oposição criticou o projeto justamente por dar uma "carta branca" para o prefeito Jonas Donizette (PSB), permitindo que os recursos sejam empregados em outros projetos, como do BRT, que já está contratado e em execução.

O secretário Tarcísio Cintra fez a afirmação de que a metade do valor do empréstimo será empregado no BRT em uma audiência pública na Câmara para discutir o orçamento de Campinas para o ano que vem. Confira o trecho:  



CONTAS

O valor total estimado para viabilizar o sistema chega a R$ 451,5 milhões. A Prefeitura conta com R$ 92 milhões do Orçamento Geral da União e mais R$ 197 milhões financiados pela Caixa Econômica Federal, mas precisa desembolsar aproximadamente R$ 162,5 milhões com o projeto.

Em março, a Emdec afirmou que o governo já alcançou R$ 118 milhões junto ao Programa de Financiamento das Contrapartidas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e, por meio de custeio via Banco do Brasil.

Já o montante que falta será aplicado da seguinte forma: R$ 30 milhões em indenizações (parte dos casos deve ser judicializado) e R$ 44,5 milhões para zerar a conta. O total é previsto para o próximo ano e a previsão é de que as obras sejam concluídas até junho de 2020.

O tema foi novamente alvo de críticas dos vereadores na noite desta segunda-feira (11). "O que houve na sessão passada foi um estelionato. As pessoas simples e humildes que vieram aqui foram engambeladas. Não vai ter asfalto", disse Pedro Tourinho (PT).

O QUE DIZ A PREFEITURA

Em nota, a Prefeitura informa que a maior parte das verbas, captadas por meio de empréstimo junto a instituições bancárias após a aprovação da lei, "será aplicada em obras de infraestrutura, saneamento e pavimentação, conforme previsto no projeto de lei que está em discussão na Câmara Municipal".

"Não houve aumento no valor da obra do BRT, apenas reajustes previstos no contrato. As contrapartidas para as obras do BRT estão previstas no orçamento da Prefeitura, porém, caso a operação de crédito tenha sucesso, uma parte dos cerca de R$ 300 milhões poderá ser utilizada para o BRT, liberando os recursos previstos no orçamento para outras obras necessárias para a cidade", diz o texto.

"Com relação à destinação dos recursos, os percentuais utilizados para cada obra vão depender do sucesso das operações de crédito que ainda serão realizadas. A Administração ressalta que a prioridade serão as obras de infraestrutura dos bairros", finaliza a nota.

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