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Mandato de Luiz Lauro Filho está nas mãos de Fachin

O ministro do TSE, Edson Fachin, é o relator do processo que pede a perda de mandato do campineiro

| ACidadeON Campinas

Luiz Lauro Filho é deputado federal por Campinas (Foto: Divulgação) 

A vida parlamentar do deputado federal Luiz Lauro Filho (PSDB) vai depender do ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Edson Fachin. Há um processo que pede a perda de mandato do campineiro.

Tudo começou quando a executiva nacional do PSB ingressou com uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo a perda de mandato de Luiz Lauro Filho (PSDB) por infidelidade partidária.

Luiz Lauro, que é sobrinho do prefeito de Campinas Jonas Donizette (PSB), era primeiro suplente da coligação PSB/PTB/PPS/PSC e assumiu o cargo na Câmara dos Deputados em 17 de dezembro do ano passado após a saída de Jefferson Campos (PSB) por motivos de saúde.

Três dias depois, Luiz Lauro filiou-se ao PSDB, em uma manobra orquestrada pelo governador paulista João Doria (PSDB) para que seu grupo tivesse a maioria da bancada tucana na Câmara.

Para poder se filiar ao PSDB, Luiz Lauro foi "amigavelmente" expulso do PSB. O problema, segundo a executiva nacional do partido, é que a expulsão foi feita em um processo que "contém gritantes violações ao Estatuto e Código de Ética do PSB", segundo a ação encaminhada ao TSE.

ATORES

A ação da executiva nacional é mais um capítulo da confusão que se instalou no PSB desde que Luiz Lauro tomou posse. Uma das testemunhas que assinam o pedido para que Luiz Lauro perca o mandato é o deputado estadual Rafa Zimbaldi (PSB).

No último dia 8, Rafa pediu a anulação da expulsão de Luiz Lauro do PSB para o diretório estadual do partido.

NEGOU

A presidente do TSE, Rosa Weber, negou o pedido de liminar da executiva nacional do PSB, que pediu a perda do mandato do deputado federal Luiz Lauro Filho (PSDB). A medida poderia beneficiar Ricardo Silva (PSB), ex-vereador de Ribeirão Preto, derrotado nas eleições municipais em 2016, e suplente do partido na Câmara Federal.

O pedido de liminar foi negado porque Rosa Weber considerou que o afastamento de Luiz Lauro Filho não poderia ocorrer com a liminar (de efeito imediato), sem a análise de provas que embasam a propositura, além da defesa do deputado.

Com essa decisão, o processo deve continuar em tramitação no tribunal e será conduzido pelo ministro Edson Fachin, relator da ação.

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