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Política

"Agitador profissional" é detido após tumulto na Câmara de Sumaré

Rodrigo Pavane, conhecido como "VR", foi levado para plantão policial após confusão; sessão chegou a ser suspensa por cerca de 10 minutos

| ACidadeON Campinas

Rodrigo Pavane, conhecido como "VR", sendo encaminhado ao plantão policial de Sumaré 

*Esta matéria foi atualizada às 17h36 de quarta-feira (19). 

Conhecido por ser "agitador profissional" na Câmara de Campinas, Rodrigo Pavane, chamado de "VR", foi detido e levado para a Delegacia de Sumaré após causar tumulto na sessão do Legislativo da cidade. O caso ocorreu na noite desta terça-feira (18) e a sessão chegou a ser suspensa por cerca de 10 minutos.  

A confusão aconteceu com 50 minutos de sessão. No momento, os vereadores discutiam um requerimento para convocar um representante da Ouro Verde, empresa de transporte municipal da cidade. 

Durante a discussão dos vereadores, VR acusou o vereador Décio Marmirolli (PSB) de não assinar o requerimento. O presidente da Câmara falou então a VR que ele "não tinha liberdade para falar no plenário" e pediu para que ele se retirasse. "Não é mordaça não, aqui não é lugar do senhor gritar. Se o senhor não cumprir a lei, vou pedir para se retirar", disse o presidente da Câmara, William Souza (PT). 

Como não foi atendido, o presidente acionou então a GM (Guarda Municipal) de Sumaré, que conduziu VR para o plantão policial. De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, um grupo de vereadores vai registrar um boletim de ocorrência contra VR ainda na noite desta terça. 

HISTÓRICO 

Em Campinas, VR tem um longo histórico de confusões na Câmara e chegou até a ser impedido de participar das sessões. Isso aconteceu em outubro de 2018 e, na época, a Câmara afirmou que a presença de Pavane no plenário estava suspensa "por tempo indeterminado". Ele ainda podia, no entanto, frequentar os gabinetes dos vereadores - a não ser que algum deles ganhe na Justiça uma medida protetiva contra VR. 

A medida, no entanto, durou pouco tempo e VR foi novamente visto no plenário da Câmara em outras ocasiões.  
 
OUTRO LADO 
 

Nesta quarta-feira (19), Pavane comentou o caso com a reportagem. Ele disse que não houve ameaça feita por ele e que foi, de fato, uma "indagação ao vereador Décio e que político quando se sente acuado usa força policial como muleta".

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