Deputados estaduais com atuação na região de Campinas anunciaram compromisso de filiação ao PSD, partido presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo. Entre os nomes estão Barros Munhoz, de Itapira, atualmente no PSDB, e Dirceu Dalben, de Sumaré, filiado ao Cidadania. A troca de legenda está prevista para ocorrer no dia 4 de março.
Além de Munhoz e Dalben, também comunicaram a intenção de ingressar no PSD os parlamentares Analice Fernandes, Carlão Pignatari, Maria Lúcia Amary, Mauro Bragato e Rogério Nogueira, todos deputados estaduais tucanos. Portanto, o PSDB pode perder seis de oito parlamentares da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). O movimento integra uma estratégia do PSD para ampliar seus quadros em São Paulo.
Quem são os deputados da região
Dirceu Dalben é deputado estadual por São Paulo, empresário e bacharel em Direito. Foi prefeito de Sumaré por dois mandatos (1997–2004) e vereador em três legislaturas. Também presidiu o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas e a Câmara Municipal de Sumaré.
Barros Munhoz é natural de Itapira e formado em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco. Tem longa trajetória na política paulista, tendo sido prefeito de Itapira em dois períodos, deputado estadual por seis mandatos, secretário estadual da Agricultura e ministro da Agricultura no governo Itamar Franco. Presidiu a Alesp por dois biênios e chegou a assumir interinamente o governo do Estado. Atualmente, exerce seu sétimo mandato como deputado estadual.
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PSDB reclama das mudanças
A decisão provocou reação da direção estadual do PSDB. O presidente do partido em São Paulo, Paulo Serra, criticou a postura de Kassab e classificou a articulação como “desrespeitosa” e como um processo de “canibalismo” dentro da base aliada do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo Serra, a iniciativa não contribui para a construção de um projeto nacional de centro e enfraquece a reeleição do atual chefe do Executivo paulista.
Em nota, o dirigente tucano afirmou ter respeito pessoal por Kassab, mas destacou que o PSD integra a base do governo federal e “contribui com um modelo de governo que não funciona mais”. Procurada, a assessoria de Kassab não se manifestou sobre as críticas.
Gilberto Kassab é secretário de Relações Institucionais do governo paulista e o PSD também ocupa a vice-governadoria, com Felício Ramuth. Nos bastidores, Kassab é citado como possível interessado na vaga de vice nas eleições de 2026, hipótese já mencionada por ele como um “privilégio”.
*Com informações da Agência Estado
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