Aguarde...

Esse ano votaremos nos

Eleições

No 2º turno, Dário e Rafa enfrentam acusações de compra de votos

Para especialista, as representações não causarão nenhum efeito jurídico imediato no resultado das eleições

| ACidadeON Campinas

Rafa Zimbaldi e Dário Saadi vão se enfrentar no segundo turno (Foto: Reprodução) 

Dário Saadi (Republicanos) e Rafa Zimbaldi (PL) foram os vencedores para se enfrentar no segundo turno das eleições à Prefeitura de Campinas. Ambos, porém, estão com representações por parte do MPE (Ministério Público Estadual), onde são acusados de compra de votos.  
 
LEIA MAIS 
Dário Saadi e Rafa Zimbaldi disputam 2º turno em Campinas
 
Campinas elege 4 mulheres pela 1º vez; confira a lista de vereadores

Para um especialista, essas representações não causarão nenhum efeito jurídico imediato no resultado das eleições no próximo dia 29 de novembro.

No caso de Dário, a denúncia do MPE ocorreu no dia 4 de novembro. Ele foi denunciado por compra de votos por conta de participar de um evento que providenciou consultas médicas gratuitas em um condomínio na região do distrito do Ouro Verde.

"A depender do resultado delas [denúncias], pode ser que haja algum impacto a médio/longo prazo. Porém, para isso acontecer é necessário que a representação seja julgada procedente, que o resultado seja confirmado pelo TRE e que sobre essa decisão não se opere efeito suspensivo", afirmou Valdemir Reis Júnior, professor de direito na Unimetrocamp e presidente Comissão Especial de Direito Eleitoral da OAB Campinas.

Neste caso, a defesa de Dário afirma "que, há quase 20 anos, Dário Saadi realiza gratuitamente uma avaliação médica dos moradores do Residencial Ouro Verde. Ela faz parte do seu compromisso de médico e independe de eleições ou de cargos que ele tenha ocupado".

RAFA ZIMBALDI

Já Rafa Zimbaldi e sua vice-prefeita, Annabê Sampaio (PSDB), foram denunciados por compra de votos porque participaram de um evento político no qual houve distribuição de pizzas e bebidas de forma profissional - uma empresa ficou encarregada disso.

"Se tudo isso acontecer durante os 4 anos do mandato, o que não é comum, é possível que o eleito perca o mandato em razão da cassação do seu diplomação", explicou o especialista.

A defesa da chapa diz que o evento não foi político e "uma reunião realizada por amigos dos candidatos, que os convidaram para dela participar, na residência de um dos presentes que, inclusive, é parente da candidata a vice-Prefeita. Não houve qualquer ilegalidade praticada pelos candidatos, o que restará comprovado com a defesa".

Mais do ACidade ON