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Justiça nega liminar e mantém programa de Rafa com denúncia contra Dário

Campanha de Dário pedia retirada da propaganda que citava ligação do candidato com comercialização ilegal de testes de covid-19

| ACidadeON Campinas

Rafa Zimbaldi e Dário Saadi (Republicanos)  (Foto: Denny Cesare/Código19)

A Justiça Eleitoral negou neste sábado (21) a liminar proposta pelo candidato Dário Saadi (Republicanos) que pedia a retirada da propaganda eleitoral em que Rafa Zimbaldi (PL) o acusava de envolvimento com crime de comercialização de testes de covid-19. 

A acusação é veiculada no espaço reservado de propaganda gratuita no rádio e na televisão, e cita conduta ilícita ao candidato do Republicanos.  

Na liminar, campanha de Dário pedia a remoção imediata da propaganda, alegando que o candidato não conta no rol de investigação, e que o conteúdo além de inverídico é calunioso e difamatório. 

O juiz eleitoral José Guilherme Di Rienzo Marrey, no entanto, negou o pedido, alegando que não é possível concluir que o conteúdo seja falso. 

"Ainda que o tom adotado pelo representante seja contundente, em sede de cognição sumária, até mesmo por não ter acesso ao e seu inteiro teor da investigação que apura ilícito ventilado pelo representado, não é possível concluir que o conteúdo seria manifestamente inverídico, razão pela qual, também por considerar que o rito é extremamente rápido a só permitir a urgência excepcionalmente, indefiro a tutela de urgência pretendida", escreveu na sentença. 

A campanha de Dário foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou sobre a decisão. Em nota, a assessoria de Rafa ZImbaldi afirmou que a propaganda "reproduz exatamente o que consta do inquérito policial, ou seja, a troca de mensagens entre Dário Saadi e um assessor seu com o objetivo de ofertar testes de covid para a Prefeitura de Campinas, inclusive com o candidato solicitando reunião com a secretaria da saúde para esse fim".

O CASO  

A acusação de Rafa contra Dário cita que o ex-secretário de Esportes teria envolvimento no caso de comercialização de testes de covid-19 em abril deste ano.  

Na época, quatro homens, entre eles um servidor comissionado da Prefeitura de Campinas ligado à pasta de Esportes, foram presos suspeitos de negociar a venda de 25 mil testes para detecção do novo coronavírus.  

O servidor foi demitido após a acusação. Na época, ele declarou à reportagem que foi contatado por um conhecido que solicitou uma reunião para tratar de assuntos de interesse do município, e no caso classificou a ação como a "comercialização legal e lícita de insumos medidos para prefeituras, e testes para constatação de covid-19.  

O caso ainda é investigado pela Policia Civil.

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