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Justiça determina busca e apreensão no comitê de Rafa Zimbaldi

Na quinta-feira (26), a campanha de Rafa distribuiu um material contra Dário Saadi (Republicanos), que já havia sido proibido pela Justiça Eleitoral

| ACidadeON Campinas

Panfletos foram apreendidos pela Polícia Militar (Foto: Denny Cesare/Código19) 

A juiza eleitoral de Campinas Renata Manzini expediu um mandado de busca e apreensão contra o candidato a prefeito de Campinas, Rafa Zimbaldi (PL). Na quinta-feira (26), a campanha distribuiu um material contra Dário Saadi (Republicanos), que já havia sido proibido pela Justiça Eleitoral. Os panfletos foram apreendidos na Rua 13 de Maio.  
 
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O panfleto acusa Dário de participar de uma negociação de compra de testes roubados de covid-19. O advogado da campanha de Rafa, Márcio Chaib, explicou que a equipe estava distribuindo o material desde às 15h e a liminar, proibindo a inserção do material no horário eleitoral na televisão, saiu por volta das 17h.

"Está proibida a alusão à comprovação do envolvimento de Dario em negociações de testes. A proibição é de conteúdo: não de uso de uma palavra específica ou de uso de um meio específico de propaganda", disse a juiza.

Durante a distribuição desse material, uma pessoa ligada a campanha de Dário viu a distribuição e chamou a PM (Polícia Militar). O panfleto foi apreendido e levado à sede da PF (Polícia Federal). Os dois homens foram liberados na própria 13 de Maio.

"Não é apenas isso: há má-fé da campanha do representado Zimbaldi ao tentar distorcer as decisões proferidas e criar a ilusão de que não haja outra proibição além daquela do processo em que judica o respeitado colega Dr. Marrey", continuou a juiza.

OUTRO LADO

A campanha de Rafa foi procurada e se pronunciou através de nota oficial. Confira ela na íntegra:

"A campanha de Rafa Zimbaldi seguiu decisão da justiça que reconhece como legítimo o uso da palavra "demonstrar" na propaganda eleitoral que se refere ao envolvimento de Dário Saadi em Inquérito Policial.

A campanha de Rafa Zimbaldi, portanto, não agiu de má-fé, apenas seguiu o entendimento da própria Justiça Eleitoral.

É importante ressaltar que a decisão judicial que determinou a busca e apreensão também reconhece que não estavam proibidas as afirmações de que Dário Saadi conversou com Fernando Mariano sobre ofertas de testes de covid e que o Ministério Público solicitou busca e apreensão do aparelho celular de Dário Saadi.

Por fim registramos que a busca e apreensão não foi efetivada, uma vez que a própria campanha do Rafa entregou o material à Justiça Eleitoral para por fim à discussão".

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