
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva chorou ao ser diplomado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta segunda-feira (12), em Brasília. Durante discurso na cerimônia, o petista chamou sua vitória de “celebração da verdadeira democracia” e disse que fará todos os esforços para fazer o Brasil “mais desenvolvido e justo”.
“Esse diploma não é do Lula, é de parcela do povo que reconquistou o direito de viver em democracia. Na minha primeira diplomação, em 2002, lembrei da ousadia do povo brasileiro em conceder – para alguém tantas vezes questionado por não ter diploma universitário – o diploma de presidente da República. (. .) Quero agradecer povo brasileiro pela honra de presidir pela terceira vez o Brasil”, disse Lula, que relembrou os 580 dias na prisão. “Quem passou o que eu passei nos últimos anos estar aqui agora é certeza que Deus existe”, afirmou.
“Reafirmo hoje que farei todos os esforços para, juntamente com meu vice Geraldo Alckmin, cumprir o compromisso que assumi não apenas durante a campanha, mas ao longo de toda uma vida: fazer do Brasil um país mais desenvolvido e mais justo, com a garantia de dignidade e qualidade de vida para todos os brasileiros, sobretudo os mais necessitados”, afirmou.
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“Quero dizer que muito mais que a cerimônia de diplomação de um presidente eleito, esta é a celebração da democracia. Poucas vezes na história recente deste país a democracia esteve tão ameaçada. Poucas vezes na nossa história a vontade popular foi tão colocada à prova”, destacou também o petista.
“VONTADE DO POVO”
Em tom neutro, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a vitória da chapa foi “vontade do povo brasileiro”.
“Pela vontade do povo brasileiro, expressa nas unas no dia 30 de outubro de 2022, o candidato pela coligação Brasil da Esperança formada por Federação Brasil, PT, PCdoB, Solidariedade, Federação PSOL-REDE, PSB, AGIR, AVANTE E PROS, Luiz Inácio Lula da Silva, foi eleito presidente da república federativa do Brasil. Em testemunha desse fato, a Justiça Eleitoral expediu-lhe este diploma que o habilita a investidura perante ao cargo perante ao Congresso Nacional em primeiro de janeiro de 2023 nos termos da Constituição Federal”, disse Moraes.
O presidente do TSE afirmou que a Justiça Eleitoral garantiu estabilidade democrática durante as eleições de 2022 e combateu ataques ao Estado constitucional. Durante discurso na cerimônia da diplomação da chapa Lula-Alckmin, o ministro relembrou o papel das redes sociais no pleito. “A utilização em massa das redes sociais foi desvirtuada por extremistas. Extremistas, criminosos, milícias digitais passaram a atacar a mídia tradicional. Queriam substituir debate de ideias por suas mentiras autoritárias e discriminatórias”, disse.
Moraes ainda defendeu que os grupos extremistas integrantes de ações de divulgação de notícias falsas e de ódio nas redes sociais serão punidos. “Garanto que esses grupos extremistas serão integralmente responsabilizados”, prometeu.
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