O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (7) que o Brasil não deve avançar diretamente para uma jornada de 36 horas semanais, mas que há espaço imediato para a redução da carga horária para 40 horas semanais, com o fim da escala 6×1. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo Marinho, o cenário mais realista para o País neste momento é a adoção de uma jornada máxima de 40 horas semanais, organizada em escala 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso.
“Eu enxergo que tem toda possibilidade imediatamente para as 40 horas semanais. Isso é o essencial, com o fim da escala 6×1. Se nós vamos projetar para o futuro, isso precisa ser feito de forma gradual, cautelosa, pé no chão e com sustentabilidade”,
afirmou o ministro.
Jornada de 36 horas ainda não é realidade no Brasil, diz ministro
Durante a entrevista, Luiz Marinho destacou que alguns países já avançam para jornadas semanais inferiores a 40 horas, como o modelo de 36 horas, mas ressaltou que essa ainda não é a realidade global nem brasileira.
“Em algum momento, chegar às 36 horas semanais pode acontecer. Alguns países estão caminhando para isso, mas não é a realidade do mundo hoje e, portanto, não é a realidade brasileira. Eu queria trazer tranquilidade ao mundo empresarial”,
disse.
O ministro reforçou que o debate deve considerar a realidade econômica do País, evitando impactos negativos na produtividade e no emprego.
Escala 5×2 e jornada de 40 horas são o foco do debate atual
De acordo com Marinho, o debate mais concreto no momento envolve a redução gradual da jornada máxima e o fim da escala 6×1, muito comum em setores como comércio e serviços.
“A realidade do momento é caminhar para a jornada máxima de 40 horas semanais e o fim da escala 6×1, portanto, 5×2. Outros regimes conjugados, que já existem inclusive, são plenamente possíveis”.
Rede de supermercados de Campinas adota fim da escala 6×1
Enquanto o debate avança em nível nacional, empresas de Campinas e região já começam a implementar mudanças na prática. Nesta semana, o Grupo Savegnago anunciou o fim da escala 6×1 em unidades da rede e a adoção do modelo de trabalho 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de folga.
A mudança passa a valer a partir de janeiro e atinge lojas do Savegnago Supermercados em Campinas, Sumaré e Hortolândia, além de unidades do Paulistão Atacadista em Barretos, Sertãozinho e Franca (confira a matéria completa aqui).
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