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Especial Névio Archibald

Jonas encerra ano com aproveitamento de 100% na Câmara

Mesmo em crise após as revelações de corrupção no Hospital Ouro Verde, governo conseguiu aprovar tudo o que quis, e como quis, no Legislativo

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Jonas Donizette entre vereadores na Câmara (Foto: Divulgação/Câmara) 

Eita que a situação do prefeito Jonas Donizette (PSB) não tá fácil não. Mas não é que ele conseguiu aprovar tudo o que queria na Câmara de Campinas nos últimos dias, mesmo com a enxurrada de denúncias que pesa sobre ele? É Saúde, Merenda, planilha de Caixa Dois. Um bafafá! Mas Jonas é um homem de sorte e com vereadores muito fiéis. O que passou facilmente, feito faca na manteiga, foi o Orçamento de Campinas. Mesmo com queda de recursos para várias secretarias importantes, nadinha foi alterado pela turma da Câmara. Das 46 emendas apresentadas, apenas uma foi aprovada e tratava do orçamento do próprio Legislativo. O restante foi parar nas gavetas das comissões. E haja gaveta! Hoje a Câmara realiza sua última sessão do ano. As atividades no plenário só serão retomadas em 4 de fevereiro.

TOMA LÁ DÁ CÁ

Essa facilidade de aprovação de projetos, essa união da base, tem suas explicações. O que acontece é aquela prática comum. Muitos parlamentares indicaram assessores para cargos robustos na Administração, recebem agrados do governo e se sentem meio inibidos em oferecer qualquer resistência. Assim, alimentam seus redutos eleitorais com pequenos agrados. Uma lombada aqui, um tapa-buraco ali. Outros vão mais longe. Ganham papel de destaque e tentam alçar voos mais altos, como obter um posto muito desejado: o de presidente da Câmara.

FIDELIDADE

Mas quem decide quem será o próximo comandante do Legislativo? Não deveriam ser os próprios vereadores? Eita novamente! Nada tem saído do roteiro programado pelo governo desde que Jonas assumiu seu primeiro mandato. Uma prova da fidelidade de seu núcleo governista.

SOMOS INVESTIGADORES!

Depois de muito quiprocó e de investidas certeiras da oposição, o que Jonas não segurou foi a abertura da Comissão Processante que investiga as denúncias do Caso Ouro Verde. Astutos, os parlamentares que integram a CP buscam provas concretas, materiais, indicativos fortes de que o peessebista está envolvido em maracutaias. Mas se a gente for analisar o histórico de Campinas, o ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) alegava que não sabia nadinha do que acontecia na Sanasa, das fraudes em licitação. Por não saber ele foi cassado. Os motivos? Negligência e omissão!

ERA DURO!

Vamos reconhecer que os vereadores, naquela época, também tiveram dificuldades para lidar com as denúncias. Só resolveram abrir a Comissão Processante contra Hélio depois de três operações que levaram alguns de seus secretários para a cadeia. Era um medo geral, uma agonia geral no meio político. E então a coisa andou. Será que esses sentimentos voltarão a afetar as decisões futuras da Câmara da terra de Carlos Gomes?

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