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Ouro Verde: presos terão Natal sem visitas e com marmitex

Nas visitas, parentes e amigos podem levar alimentos aos detentos, mas não haverá visitação nos dias 24 e 25

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Documentos e material apreendido durante a operação. (Foto: Código 19)

Os presos pela Operação Ouro Verde, como o ex-secretário Silvio Bernardin e o médico Gustavo Khattar Godoy, filho de Sylvino de Godoy Neto, dono do jornal Correio Popular, passarão o Natal na cadeia sem direito a visitas e sem nenhuma refeição especial.  

Gustavo está preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Campinas. Bernardin está detido em uma cela especial para advogados na Penitenciária de Araraquara.  

De acordo com a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), as visitas aos presos só são permitidas aos finais de semana. "Portanto, não haverá visitação especial nas datas comemorativas", disse, em nota.   
 
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Nas visitas, parentes e amigos podem levar alimentos aos detentos, mas como não haverá visitação nos dias 24 e 25, os presos serão servidos com a alimentação habitual dos presídios. Não haverá nenhum cardápio especial por conta da data.  

"A alimentação é balanceada e segue cardápio previamente estabelecido, com cereais (arroz, trigo, fubá, etc), carne bovina, carne de frango, macarrão, feijão, frutas, legumes e verdura, etc e respeita a legislação vigente", informa a SAP.

HABEAS NEGADO

No começo da semana o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o habeas corpus do empresário Gustavo Khattar de Godoy. O médico foi preso preventivamente na terceira fase da Operação Ouro Verde que investiga o desvio de verbas da Saúde em Campinas. Além dele, todos os outros suspeitos tiveram os pedidos negados.  

Segundo o Ministério Público, Gustavo de Godoy era responsável por um esquema de troca de apoio, superfaturamento de serviços de imagem e pagamento de propinas a diretores da Organização Social Vitale que administrou o Hospital Ouro Verde.  

Além disso, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) abriu sindicância para apurar possíveis infrações éticas cometidas pelo médico.  

De acordo com o MP, o desvio total de recursos apurados nas três fases da operação chega a R$ 7 milhões. O advogado Ralph Tórtima Filho, que defende o médico, informou que vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).  

PARA TODOS  

O TJ-SP também negou o mesmo pedido de Sílvio Bernardin, ex-secretário municipal de Assuntos Jurídicos, Thiago Neves, membro da gestão da Vitale, o lobista João Carlos da Silva Júnior, Danilo Silveira, dono de laboratório de análises clínicas Felipe Brás, empresário da empresa de higienização de material hospitalar Grennlav e Alcir Fernandes Pereira, contador da Vitale.

Sylvino de Godoy Neto, dono do grupo Rede Anhanguera de Comunicação, que publica o jornal Correio Popular, é o único da terceira fase que não foi para a cadeia.

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