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Especial Névio Archibald

Base derruba convocação de Arly, mas ainda estuda convite

Requerimento de Marcelo Silva foi rejeitado, mas presidente da Câmara diz que articula convite

| Especial para ACidade ON

O presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo, com o prefeito Jonas Donizette (PSB). (Foto: Divulgação) 

Articulada e aparentemente de volta à "lua de mel" com Jonas Donizette (PSB), a base aliada do prefeito na Câmara de Campinas derrubou, na noite desta quarta-feira (20), o requerimento do vereador Marcelo Silva (PSD) que pedia a convocação de Arly de Lara Romeo, presidente da Sanasa, para explicar a contratação da organização social Cejam pelo governo municipal.

Arly era presidente da OS até setembro do ano passado. A OS foi contratada em dezembro por R$ 1,6 milhão, de forma emergencial, para prestar serviços para a Rede Mário Gatti. O vereador Pedro Tourinho (PT) havia convidado Arly a dar explicações, mas ele disse, em entrevista à CBN, que não compareceria.

Então, Silva e o próprio Tourinho fizeram requerimentos para convocar oficialmente o presidente da Sanasa. Mesmo assim, a presença de Arly não seria obrigatória, mas uma recusa à convocação geraria mal estar entre Executivo e Legislativo.

MAL INFORMADO

Logo que o requerimento de Silva foi rejeitado, o vereador tomou o microfone e criticou o governo e os colegas. Foi interrompido pelo presidente Marcos Bernardelli (PSDB), que disse que já tem um acordo prévio com Tourinho para que Arly seja convidado, e não convocado, para dar explicações aos vereadores. "O senhor está mal informado", disse Bernardelli a Silva.

NO CONTROLE

O convite "chapa-branca", feito por intermédio da base aliada, já foi usado em outros episódios recentes pela Câmara. No convite para os secretários Carmino de Souza (Saúde) e Carlos José Barreiro (Transportes), após os escândalos do Ouro Verde e o inquérito aberto pelo Ministério Público para averiguar as multas aplicadas pelo presidente da Emdec. Em tese, o convite é mais proveitoso: os secretários não têm limite de tempo para falar, diferente da convocação, em que há o limite de uma hora para o depoimento. Mas, simbolicamente, representa uma "derrota" para a oposição, demonstrando que a base está no controle.

DE CARONA

No meio da confusão, o vereador Paulo Haddad (PPS) disse que conversou com Ademir Medina Osório, gerente executivo do Cejam, e que ele está disposto a ir até a Câmara no próximo dia 29, às 10h, para dizer que não há nada de errado com a participação de Arly na organização social. Convenhamos que pra dizer isso ele não precisa ir até a Câmara, né?

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