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Especial Névio Archibald

Após exoneração, Gratti se une à oposição na Câmara

Indicado do vereador foi demitido da chefia da AR 6 em retaliação contra ausência de Gratti na votação contra Jonas

| Especial para ACidade ON

Vinicius Gratti (de frente) passou boa parte da sessão com Marcelo Silva, Tenente Santini e Nelson Hossri (Foto: Cedida) 

O prefeito Jonas Donizette (PSB) exonerou nesta segunda-feira (1º) o diretor da AR (Administração Regional) 6, Carlos Clemente Sena Borges, que foi indicado pelo vereador Vinícius Gratti (PSB). Na sessão da noite de hoje, Gratti ficou ao lado da oposição e até pediu a retirada de pauta de um projeto do Executivo.

A exoneração de Borges seria uma retaliação de Jonas à ausência de Gratti na sessão da CP (Comissão Processante) que votou a cassação do prefeito - ele acabou absolvido. O ACidade ON apurou que Gratti estaria sendo pressionado a se posicionar contra o governo por sua base religiosa, no São Bernardo. Gratti é ligado à Igreja Católica.

O mesmo, inclusive, ocorreu com Campos Filho (DEM). Ele votou a favor da cassação de Jonas também por pressão de fiéis. Além disso, também pesou, no caso dele, a questão partidária, já que o DEM planeja lançar candidato próprio nas eleições municipais de 2020. O ex-secretário de Habitação Samuel Rossilho, e outros servidores indicados pelo partido, foram exonerados.

NOVOS AMIGOS

Durante toda a sessão, Gratti ficou à direita do plenário - onde, ironicamente, ficam os vereadores da oposição. Ele conversou bastante com Nelson Hossri (Podemos), Marcelo Silva (PSD) e Tenente Santini (PSD).

DOBRADINHA

Gratti também subiu à tribuna para criticar o projeto do governo que institui o Simase (Sistema Municipal de Atendimento Socioeducativo). O objetivo é atender adolescentes que cometeram ato infracional em meio aberto, sem privação da sua liberdade, e com a prestação de serviços à comunidade. Gratti pediu que o líder de governo, Luiz Rossini (PV), retirasse o projeto da pauta para que ele fosse "melhor debatido com a sociedade". Durante sua fala, abriu o microfone de aparte justamente para Santini, Silva e Hossri fazerem coro à crítica. Resta saber se o recém-adquirido furor de Gratti é momentâneo ou se vai perdurar. A ver.



SESSÃO RELÂMPAGO

O início da sessão desta segunda foi inusitada. O primeiro expediente, que começa às 18h e geralmente vai até as 19h30, durou apenas sete minutos. Apenas Professor Alberto (PR) estava inscrito para falar. Ele abriu mão de seu tempo para discursar na segunda parte da sessão.  

TRAQUINAGEM 

Em uma sessão marcada por bizarrices e reviravoltas, talvez nem tenha sido surpresa quando Paulo Galtério (PSB) interrompeu a fala de Nelson Hossri (Podemos) no tempo de liderança para pedir contagem de quórum - como havia menos de 16 vereadores, a sessão seria finalizada. Hossri ficou enfurecido: "Isso é covardia! Covarde! Tem um vereador falando na tribuna! Falta de respeito!". Professor Alberto (PR) acalmou os ânimos: "Havia um acordo para ninguém falar no primeiro expediente, para que pudéssemos falar no tempo de liderança, e talvez o vereador Paulo (Galtério) não soubesse disso". Galtério confirmou, e, com o rabo entre as pernas, retirou o pedido de contagem de quórum. Logo depois, o próprio Galtério falou na tribuna (e também no terceiro expediente). Mas ele não queria que a sessão acabasse?

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