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Especial Névio Archibald

Vereador cai em fakenews e fala sobre cor de criminosos

Jorge Schneider (PTB) disse que os assassinos de Marielle Franco não eram brancos e não tinham olhos azuis; além disso ele citou ações que não ocorreram

| ACidadeON Campinas

Jorge Schneider, de costas, e Mariana Conti, durante a sessão 

O vereador de Campinas, Jorge Schneider (PTB), protagonizou uma cena polêmica no final da sessão de quarta-feira (08). Ele pegou o microfone e afirmou que o mandante do crime contra a vereadora carioca Marielle Franco (Psol) tinha sido preso e que os assassinos não eram brancos e não tinham olhos azuis.

A ação ocorreu tão fora de contexto, que todos acharam mesmo que alguém havia sido preso, porém parece que o parlamentar caiu em uma Fakenews. Quem estava presente no plenário, inclusive, começou a fazer busca em sites para ver a novidade, porém ela ficou restrita apenas ao discurso de Schneider. Até hoje o mandante não foi identificado.

Na sequência, Mariana Conti (Psol) perguntou ao parlamentar o que ele queria dizer com a frase sobre a cor da pele e dos olhos, mas Schneider não conseguiu responder e depois de algumas tentativas, afirmou que "apenas estou dizendo que não sou eu".  
 
Mariana pediu o tempo de liderança para comentar o caso na tribuna, mas Paulo Galtério (PSB) pediu contagem de quorum. A base teve que correr do plenário para conseguir derrubar a sessão. 

O CRIME

Em março a Polícia Civil do Rio prendeu dois suspeitos de participarem do assassinato da vereadora. São eles: o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, 46. Ambos negam participação no crime.

Segundo a denúncia, Lessa disparou os tiros que mataram Marielle, e Queiroz dirigiu o carro que interceptou a vereadora, de onde partiram os disparos. O mandante nunca foi indicado pela polícia.

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