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Especial Névio Archibald

Reajuste "à parte" para prefeito e secretários avança na Câmara

Vereadores aprovaram, em primeira discussão, a readequação no aumento para prefeito, vice e secretariado

| Especial para ACidade ON

Vereadores votarão PL hoje a noite. Foto: Divulgação/Câmara de Campinas 

Após muito debate, bate-boca e polêmica, vereadores de Campinas aprovaram na noite desta quarta-feira (2), em primeira discussão, o projeto de lei que reajusta em 4,47% os salários do prefeito Jonas Donizette (PSB), do vice Henrique Magalhães Teixeira e de todo secretariado. O projeto foi aprovado em votação simbólica. No entanto, após pedido do vereador Marcelo Silva (PSD), o presidente Marcos Bernardelli (PSDB) fez a contagem dos vereadores que votaram contra a proposta. Foram eles:

Campos Filho (DEM)
Nelson Hossri (Podemos)
Mariana Conti (Psol)
Marcelo Silva (PSD)
Santini (PSD)
Carlão do PT (PT)
Vinicius Gratti (PSB)
Gustavo Petta (PCdoB)
Pedro Tourinho (PT)
Professor Alberto (PL)

SÓ SEPAROU

Apesar da polêmica, o projeto é apenas uma adequação. Uma lei feita ainda em 2016 fixou os salários destas categorias entre 2017 e 2020 de maneira atrelada à revisão geral anual de todos os outros servidores municipais de forma automática. O reajuste para todos os servidores, inclusive prefeito, vice e secretários, foi aprovado pela própria Câmara em junho deste ano. O TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) considerou, através de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que o PL era irregular e que o reajuste deve ser feito ano a ano, de forma separada. Por isso foi feito um projeto específico para votar o aumento apenas para o prefeito, o vice e o secretariado.

BOLADA

Atualmente, segundo o Portal da Transparência, o salário do prefeito e seu secretariado está em R$ 23.894,65. Com o reajuste, a verba sobe para R$ 24.965,00. Já o do vice-prefeito é de R$ 17.921,00 e irá aumentar para R$ 18.723,75. Com isso, o reajuste aplicado atual trata dos anos de 2018 e 2019 acumulados. Os novos valores passam a valer a partir de dezembro deste ano. O projeto ainda passará pela votação em segunda discussão para entrar em vigor.

BATE-BOCA

Alguns vereadores bateram boca com integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) e MDC (Movimento Direita Campinas) que foram protestar contra o aumento. Um deles foi Jorge Schneider (PTB), que pediu que, se fosse para impedir os vereadores de falar, era melhor que os manifestantes "ficassem em casa".

PRECONCEITO

Já Edison Ribeiro (PSL) passou um pouco do ponto. Dirigindo-se a mulheres que estavam entre os manifestantes, ele disse que "a novela já está começando". Sua fala foi criticada por Mariana Conti, Tourinho e Petta.

REBELDE

Edison Ribeiro, aliás, foi reprovado em seu primeiro teste como vereador "independente". Isso porque o PSL, seu partido, anunciou que deixou a base de apoio do prefeito Jonas Donizette (PSB), após sete anos. Mesmo assim, Ribeiro votou a favor do projeto de reajuste nos salários do chefe do executivo, do vice-prefeito e dos secretários.

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